O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.

Enviada em 31/05/2021

Um ditado popular que se adequa perfeitamente ao tema proposto é “O barato sai caro”, pois analisando a frase e trazendo para o tema apresentado, pode-se dizer que o barato, no caso, é o produto ultraprocessado, e o caro na frase é representado pela consequência da ingestão desses produtos. A maioria desses alimentos contêm conservantes, corantes e entre outros produtos químicos que influenciam na qualidade de vida das pessoas, podendo trazer algumas doenças para a saúde do indivíduo. Inicialmente, pode ser concluído que a venda constante desses alimentos está relacionada à falta de perspectiva para a saúde futura do indivíduo, pois ao comprar, ignora-se o fato de fazer mal à saúde, sendo levado em conta somente a questão de ser mais barato, prático de fazer e de se comer.

Incontestavelmente, a obesidade está relacionada ao baixo preço dos produtos ultraprocessados, pois, mediante a um artigo apresentado por pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Universidade de São Paulo (USP) e o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), diz que um aumento significativo de 20% no preço por quilo (kg) nos alimentos ultraprocessados diminuiria cerca de 11,8% na taxa de obesidade no Brasil. Com essa informação, mais uma vez, é comprovado que a compra desses alimentos é diretamente influenciada pelo preço e facilidade, mas consequentemente, gera problemas na saúde, podendo causar câncer, vício e entre outras doenças.

Além disso, a venda de alimentos ultraprocessados aumentou na pandemia, como mostra o estudo feito pelo Datafolha e que foi encomendado pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), apresentando que adultos de 45 a 55 anos comeram mais alimentos ultraprocessados durante a pandemia, mostrando um aumento de 7% desde outubro de 2019 até junho de 2020. Isso demonstra novamente, a falta de perspectiva em relação a saúde e qualidade de vida futura do indivíduo, tendo em vista que esses alimentos aceleram uma morte precoce, em consequência de alguma doença cardíaca, algum tipo de câncer, ou até mesmo um vício. Dessa forma, essas situações prejudicam a qualidade de vida e a relação social do indivíduo, podendo causar depressão em decorrência da obesidade e do excesso de peso e também algumas doenças ou até dependência em algum alimento.

Mediante a isso, medidas precisam ser tomadas para amenizar a problemática. O Ministério da Saúde deveria propor um reajuste de preço nos produtos ultraprocessados, aumentando o valor, para assim ser menos acessível à tantas pessoas. Consequentemente, os alimentos in natura ou alimentos minimamente processados estariam mais acessíveis a população, tendo a finalidade de melhorar e regular a alimentação brasileira, diminuindo a obesidade, a taxa de obesidade no Brasil e aumentando a qualidade de vida e a saúde dos brasileiros.