O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.

Enviada em 29/05/2021

Sobretudo, os ultraprocessados ​​são formulados a partir de alimentos in natura, que são modificados com a adição de açúcares, sal, óleo ou vinagre e substâncias sintetizadas. Também passam por processos de cozimento fermentação, secagem e defumação, todas estas modificações alteram a qualidade do produto, deixando o mesmo pobre em vitaminas, não trazendo os nutrientes necessários para o dia-a-dia de quem os consome. A ingestão destes tipos de alimentos vem crescendo atualmente no Brasil, os motivos são diversos, podendo ser citado a praticidade, o fato de ser mais acessível, e também substâncias que se encontram na composição dos mesmos, que viciam. No entanto, torna-se um fator alarmante, uma vez que, este tipo de dieta aumenta consideravelmente as chances de morte precoce, segundo uma pesquisa feita na Universidade de Navarra.

Assim como, acredita a nutricionista Karen Pereira, a praticidade é um dos grandes fatores para as pessoas recorrerem a alimentos industrializados, uma vez que, estes já estão prontos para consumo e, o prazo de validade é mais duradouro. Outro fator que agrega muito na alta do consumo destes alimentos, é o fato deles serem viciantes, pois em sua maioria possuem o glutamato monossódico, que é um aditivo que causa deste efeito, segundo a nutricionista Estela Reginatto. Portanto, uma vez que nos acostumamos ao consumo deste alimento, dificilmente substituiremos por outros.

Além disso, eles são grandes causadores de morte, segundo a edição do BMJ, estudo espanhol. Consumir mais de quatro porções de alimentos ultraprocessados ​​ao dia aumenta 62% a possibilidade de morrer por qualquer motivo. Para cada porção a mais, o risco subia em 18%. As mortes causadas são, devido, muitas vezes a alguma doença, como o câncer, pois, segundo a Universidade Sorbonne, em Paris, o consumo deste tipo de alimento está  extremamente interligado ao desenvolvimento desta doença, devido a isto, pode ocorrer um grande aumento de pessoas que desenvolvam câncer nas próximas décadas.

Com isto, deve-se ser pensado em maneiras de se tornar mais acessível o consumo de alimentos benéficos para a saúde. Com a redução do preço dos mesmos, tornaria um alimento mais próximo da realidade de muitos brasileiros, pois, muitas vezes estes alimentos possuem um preço muito mais elevado que os alimentos pobres em vitaminas. Desta forma iria ocorrer um aumento nos impostos dos alimentos ultraprocessados, para assim se equilibrar com a redução do preço nos alimenos iniciais. Um estudo feito na UFMG e USP aponta, que, um aumento de 20% no preço dos alimentos ultraprocessados, irá diminuir em média, 6,6% no excesso de peso e, 11,8% na população obesa. Estas alterações no preço podem ser realizadas pela Senacon.