O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.

Enviada em 28/05/2021

No seriado de TV “Riverdale”, criado por Roberto Aguirre-Sacasa, há uma lanchonete denominada “Pop’s” onde os personagens passam a maior parte de seus dias lanchando nela milk shakes, hambúrgueres e batatas fritas. Fora da ficção, hodiernamente a população brasileira sofre com o alto consumo de alimentos ultraprocessados, trazendo assim, malefícios para a saúde. Logo, cabe analizar o cenário alimentício do povo e entender as principais causas para tal ato.

A priori, o consumo dos alimentos ultraprocessados vem crescendo cada vez mais e isso se tornou preocupante. A gastrônoma defensora da natureza Bela Gil afirma que “uma sociedade que não sabe preparar a sua própria comida é dependente de uma indústria alimentícia intimamente ligada à indústria farmacêutica”. Analizando a frase, sabendo que na composição de produtos ultraprocessados há grande quantidade de, principalmente, sódio e corante, o alto consumo do mesmo torna-se prejudidial à saúde, almentando assim o risco de inúmeras doenças, tais como obesidade e doenças cardiovasculares.

Outrossim, um dos principais motivos para a utilidade esses produtos é a praticidade. Portanto, a comida industrializada processada, já estando pronta, faz com que os consumidores tenham mais facilidade em simplesmente ingeri-la do que preparar a sua própria refeição. Além disso, dependendo dos lugares de compra e do produto, o preço de um alimento industrializado é mais barato do que de um orgânico, tornando assim, mais acessível a compra da mercadoria para quem não tem verba o suficiente. O levantamento feito em 2020, pelo Ministério da Saúde, abordou pessoas entre 18 e 55 anos, pertencentes a todas as classes econômicas e de todas as regiões do Brasil. A pesquisa revela que salgadinhos de pacote foram os capeões de consumo em comparação com o levantamento feito em 2019, subindo cerca de 5% a proporção de pessoas que os consomem.

Dessarte, medidas se fazem necessárias para abater esse impasse. Apesar de algumas empresas já estarem começando a fabricar seus produtos com menos ingredientes prejudiciais à saúde, ainda não se pode descartar o fato de fazerem mal a população. Cabe também ao governo federal conscientizar os seus orgãos, como por exemplo: a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), a reduzir concervantes, sódio e corantes de alimentos ultraprocessados. E além disso, a maior disponibilização de produtos naturais é de suma relevância para que a população consuma com mais abrangência os mesmos. Dessa forma, o povo brasileiro não comerá os industrializados com a mesma frequência que os personagens da série de Aguirre-Sacasa comem.