O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.
Enviada em 30/05/2021
Atualmente, de acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar, houve um aumento no consumo de alimentos não saudaveis, como produtos embutidos, refrigerantes e guloseimas. Segundo informações da Pesquisa de Orçamento Familiar, cerca de 14% das crianças brasileiras de cinco a nove anos demonstram obesidade e 33,5% apresentam excesso de peso. Essa situação é preocupante visto que o padrão alimentar obtido na infância tende a permanecer na vida adulta.
Segundo os filósofos Adorno e Horkheimer, a industria cultural utiliza dos meios de comunicação para difundir padrões de consumo que geram uma falsa sensação de felicidade e prazer. Sob essa pespectiva, as midias de alto alcance contribuiram para a disseminação de propagandas sobre alimentos ultraprocessados pobres em nutrientes e ricos em substâncias que fazem mal a saúde.
Outrossim, segundo o Ministério da Saúde os brasileiros consomem o dobro de açucar recomendado pela Organização Mundial da Saúde, consequência do alto consumo de alimentos industrializados que podem causar diversas doenças crônicas, como diabets, hipertenção e obesidade. Esses alimentos passam por inúmeros processos químicos como a adição de conservante e aromatizantes para aumentar a data de válidade.
Diante do exposto, é imprescindível que medidas sejam tomadas para minimizar o consumo de alimentos ultraprocessados no Brasil. Assim, é necessário que o Ministério da Educação, por intermédio de nutricionistas, promovam palestras nas escolas incentivando os alunos a terem hábitos alimentares saudáveis e a optarem por alimentos naturais ricos em nutrientes. Ademais, cabe ao Poder Legislativo desenvolver um projeto de lei que submeta as empresas a diminuir o uso de aditivos químicos nos alimentos a fim de reduzir os impactos na saúde da população ocasionados por esses esses alimentos. Somente assim teremos uma sociedade que se preocupa com a qualidade de vida e procura hábitos saudáveis.