O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.

Enviada em 25/05/2021

Os alimentos ultraprocessados são pobres nutricionalmente, ricos em açúcares e gorduras, e têm sabor realçado por meio de aditivos químicos. Por conseguinte, o feijão, a farofa de mandioca, o arroz, a farinha de milho, e as verduras que são os alimentos mais tradicionais consumidos no Brasil, vão perdendo espaço para uma opção não saudável dos ultraprocessados, por serem mais baratos e de fácil preparo, algo que milhares de brasileiros buscam em seu cotidiano.

Ademais, temos o estudo sobre a “Participação crescente dos ultraprocessados na dieta brasileira” entre 1987 e 2009, publicado em 2013 na Revista de Saúde Pública, o aumento da aquisição de produtos prontos para consumo por domicílio metropolitano do Brasil nessas duas décadas se deu em todas as classes sociais. Nos anos 2000, a pesquisa foi feita em âmbito nacional e confirmou a amplitude do problema em todo o País.

Como resultado, a saúde em longo prazo dessas pessoas piora, com cada vez mais casos de diabetes, problemas de coração, colesterol alto, câncer e obesidade, principalmente decorrentes dos ingredientes e processos envolvidos nos alimentos ultraprocessados. Um estudo divulgado na revista The Lancet, afirma que, uma em cada cinco mortes no mundo em 2017 esteve relacionada a uma alimentação ruim, seja por consumo excessivo de sal, açúcar ou carne, ou por carência de cereais integrais e frutas.

Portanto, com a percepção do problema em questão, medidas devem ser tomadas. O Ministério da Saúde, adjunto do Ministério da Educação, contando com a participação de profissionais da área de nutrição, devem promover projetos voltados ao incentivo da alimentação saudável, com o objetivo de informar os males que uma má alimentação pode proporcionar ao indivíduo. Além, de investir em requerimentos para a diminuição dos produtos químicos e substituição dos processos de conservação dos alimentos ultraprocessados, fazendo com que esses produtos sejam menos maléficos para os consumidores, visto que, nem toda população brasileira possui condições financeiras para comprar alimentos orgânicos. Feito isso, a sociedade evitará o consumo desses alimentos quando possível, e optarão em primeiro lugar por alimentos saudáveis em suas refeições.