O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.
Enviada em 30/05/2021
Promulgada em 1988, a Constituição Federal assegura alimentação saudável para todos. Todavia, a alimentação pouco nutritiva da população mostra-se uma problemática a ser enfrentada. Isso se revela não só pelos maus hábitos familiares, como também pela influência do consumismo compulsivo.
A partir da chegada das máquinas, na Revolução Industrial trouxe um processo produtivo jamais visto em diversos ramos, entre eles está a produção de alimentos com intuito de facilitar a vida do homem. O que impacta fortemente na maneira como a sociedade come e como nos relacionamos com nossos alimentos atualmente. Com isso, tornou-se mais favorável a preparação de alguns alimentos ajudando aqueles que não tem tempo de cozinhar contribuindo negativamente ao comodismo e alguns problemas de saúde, como a obesidade.
Entretanto, o Brasil vem enfrentando dificuldades para implementar uma cultura saudável no padrão alimentar nacional. Segundo uma pesquisa do Ministério da Saúde apontam que atualmente no Brasil, 60,3% dos adultos apresentam excesso de peso. Nos últimos anos observaram-se mudanças no padrão de consumo dos alimentos na população onde houve uma diminuição de alimentos naturais minimamente processados, como arroz e feijão, em simultâneo, em que os alimentos ultraprocessados estão cada vez mais presentes na alimentação dos brasileiros. Assim sendo, a permanência desse hábito na sociedade continuará aumentando os índices de obesidade e consequentemente provocará o crescimento de outras doenças como diabetes e hipertensão.
Portanto, faz-se necessário que o Estado, por meio da parceria do Ministério da Saúde com as mídias sociais, propague as diretrizes do Guia Alimentar para a População brasileira, que indica quais as recomendações alimentares, estimulando o desenvolvimento de criticidade para inverter o paradigma atual, garantindo a informação sobre a necessidade do direito à alimentação de qualidade.