O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.
Enviada em 26/05/2021
Um dos fatores de risco das doenças cardiovasculares que têm se tornado prevalente nos últimos anos é o excesso de peso. Das seis principais causas de morte no Brasil, quatro estão diretamente ligadas à obesidade: acidente vascular cerebral (AVC), infarto do miocárdio, diabetes e hipertensão.
Indicadores do Ministério da Saúde mostram o avanço do problema com o aumento de 60% da prevalência da obesidade no Brasil nos últimos dez anos, passando de 11,8% em 2006 para 18,9% em 2016. O sobrepeso na população também subiu de 42,6% para 53,8% no período. Ou seja, a maioria dos brasileiros está acima do peso ideal. “A preocupação não é só com a obesidade mórbida, mesmo pessoas com sobrepeso começam a ter taxas de glicemia altas. O país que já teve alta taxa de subnutridos agora registra uma verdadeira epidemia da obesidade, que está associada a um aumento do risco de doenças cardiovasculares.
Tratamento e prevenção A combinação de uma dieta balanceada e a prática de exercícios físicos é a maneira mais recomendada para o controle do peso e dos fatores de risco que podem desencadear o surgimento de diversas doenças. O tratamento da obesidade também pode ser feito, em alguns casos, com a combinação de medicamentos, assim como, em último caso, com a realização da cirurgia bariátrica. Seja qual for o método utilizado para o emagrecimento, as placas de gordura que estão depositadas nas artérias do coração permanecerão lá, porém numa condição estável que oferece menor perigo. “A placa é um órgão vivo que pode inflamar, crescer, romper e liberar produtos de dentro dela que facilitam o entupimento da artéria, isso é o infarto. Quando tratamos os fatores de risco a chance dessa placa sofrer inflamação diminui. Ela estará ali, mas oferecerá menor risco de causar problemas.