O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.
Enviada em 26/05/2021
Atualmente, o brasileiro vive em uma sociedade industrializa, situação essa que possui impactos gigantescos na vida de todos os cidadãos dessa nação, porém, hoje em dia, esses impactos têm se mostrado muito presentes na alimentação destes através do consumo de alimentos ultraprocessados, que fazem mal à saúde por conterem excessos de carboidratos simples, xarope de milho (outro tipo de açúcar), corantes, sal, aditivos químicos, conservantes, gordura trans, poucas fibras… Porém, as coisas listadas anteriormente não são a pior parte, porque a maioria desses alimentos, além de conterem todos esses “venenos”, também possuem impacto direto em nosso sistema de recompensa, ou seja, esses tipos de comida, quando consumidas, fazem o cérebro liberar muita dopamina (hormônio do prazer) e serotonina (hormônio do bem estar) , logo, o indivíduo tende, literalmente, a ficar viciado em comer essa coisas, por causa da sensação que elas transmitem, sem contar que estas são associadas às “doenças contemporâneas”, como, por exemplo, diabetes, hipertensão, níveis altos de colesterol, problemas na parte digestiva…
Quando se trata de comida, existem aquelas que fazem mal e as que fazem bem para a saúde e, desde cedo, os pais tendem a incentivar seus respectivos filhos a comerem mais vegetais (brócolis, cenoura, alface, beterraba…); carnes saudáveis (cortes magros ou peixes gordurosos que contém ômega 3); frutas (maçã, uva, pêssego, abacate…), porém, mesmo com todo esse incentivo, muitos acabam, mesmo assim, consumido produtos industrializados por vários fatores, como, por exemplo o fato da falta de tempo para cozinhar; pela comida industrializada ser mais acessível e prática; é mais “gostosa/saborosa”, entre vários outros fatores que, muita das vezes, são usadas como desculpas para “driblar” a ingestão de boas comidas.
Sabendo que esses tipos de alimentos causam tantos impactos negativos, mas estão presentes em todos os lugares, seria necessário que, desde cedo, os pais, com mais insistência, tentassem mostrar aos filhos deles a importância de uma boa dieta por meio, talvez, de brincadeiras ou desafios interessantes que chamem a atenção das crianças; que a escola promovesse eventos em que os alunos só pudessem levar comidas saudáveis para o recreio, além, é claro, de realizar aulas específicas do assunto e chamar especialistas da área de nutrição para explicar um pouco a respeito do mesmo, porém, é claro, seria necessário, também, que as industrias alimentícias começassem a adotar medidas que reduzissem, de certa forma, o uso desses aditivos nas comidas, ao adotarem químicos menos agressivos. Enfim, de acordo com Michael Pollan, “começar a entender a ideia de que deveríamos estar
focados na categoria de frutas e não em nutrientes específicos, é muito importante para nossa saúde.”