O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.

Enviada em 29/05/2021

Com o advento da Revolução Industrial, no século XVIII, ocorreu alterações no modo de vida da sociedade em escala global. Posto isso, os alimentos industrializados passaram a fazer parte do cotidiano da sociedade brasileira devido a praticidade e ao baixo custo em relação aos alimentos in natura. Porém, os alimentos ultraprocessados não só possibilitou a comodidade no momento das refeições, mas também contribuiu para problemas de saúde, como o aumento da obesidade e de doenças crônicas como a hipertensão. Diante desse quadro, é necessário analisar quais fatores influenciam tanto nessa alimentação pobre em nutrientes e prejudicial a saúde.

É relevante abordar, primeiramente, que a indústria e a mídia são grandes influências para impulsionar o consumo, fazendo isso por meio da disseminação das propagandas de produtos alimentares industrializados. Desse modo, a mídia utiliza dos meios de comunicação de massa para atingir a maior parcela da população, sem se preocupar com os danos causados. Por conseguinte, a rentabilidade da empresa cresce, e assim eles investem em imagens saborosas, famílias felizes por comerem alimentos ultraprocessados, mas não mostra os malefícios que essa alimentação pode causar. Logo, a educação alimentar deve ser ensinada nas escolas a fim da geração futura não cometer os mesmos erros que a atual.

Paralelo a isso, é válido ressaltar a ineficácia das políticas públicas de promover uma educação alimentar na população. De acordo com dados do Ministério da Saúde, apenas 45% dos jovens tem hábitos alimentares regulares. Nessa pespectiva, nota-se que os jovens são os mais consumistas desses alimentos industrializados, tendo em vista que são facilmente persuadidos por esses itens devido a falta de instrução sobre alimentação saudável. Isso porque, as instituições de ensino não atuam de maneira eficaz em orientar os alunos a optarem por alimentos naturais, pois visam apenas os conteúdos didáticos.

Fica claro, dessa forma, que é indispensável medidas para minimizar o consumo dessa alimentação no âmbito social. É papel do Poder Legislativo, desenvolver um projeto de lei que obrigue as empresas a diminuir o uso de aditivos químicos nos alimentos, uma vez que esses produtos compromete a saúde dos indivíduos, por meio de agentes especializados em fiscalização, a fim de reduzir os impactos na população ocasionados por esses itens. Ademais, o Ministério da Educação (MEC), em conciliação com nutricionistas, deve promover palestras nas escolas, alertando sobre as propagandas persuasivas e os seus malefícios e incentivando a optarem por alimentos naturais ricos em nutrientes. Assim, teremos uma sociedade que se preocupa com o bem-estar e procura hábitos saudáveis.

Confúcio, filósofo chinês, afirmou que “o homem joga sua saúde fora para conseguir dinheiro, depois, usa o dinheiro para reconquistá-la novamente”. De maneira análoga, os brasileiros, com o intuito de obter mais sucesso, optam pelo consumo de comidas ultraprocessadas, que são muito mais rápidas para serem consumidas, “jogando fora” sua saúde. Mas, diferentemente da frase do filósofo, os problemas causados pelo consumo desses alimentos são irreversíveis, diminuindo o consumo de alimentos naturais e piorando o padrão alimentar do Brasil.