O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.

Enviada em 27/05/2021

Nas últimas décadas ocorreram alterações no padrão alimentar da população brasileira, caracterizado pela diminuição do consumo de alimentos in natura e minimamente processados nas suas refeições diárias, em dano desta situação abrangendo o aumento da ingestão de produtos processados e ultraprocessados. Os resultados, com base nas numerosas evidências científicas que comprovam os problemas à saúde causados pelo consumo de alimentos ultraprocessados são diversos. Por essa razão os ultraprocessados devem ser consumidos com moderação, e sendo evitados sempre que possível, em prol da saúde.

Por conta dos aumentos reais no nível de renda das famílias nas últimas décadas, sobretudo as de baixa renda, a participação de produtos prontos para consumo aumentou inclusive entre as camadas mais pobres da população brasileira. Sendo também que o estado emocional e o clima inseguro em que a população está vivendo pode levar ao maior consumo das comidas ultraprocessadas.

Os alimentos industrializados ganham tanto destaque, pois, são formulados para que sejam imensamente saborosos, com o acréscimo de gorduras, açúcares, sal e vários adicionais, constantemente para induzir rotina ou mesmo para criar dependência. Deste modo, é evidente que a publicidade desses produtos comumente chama a atenção para o fato de que eles são extremante irresistíveis. O industrializado tem um valor simbólico associado pela publicidade que o alimento in natura não tem, um indivíduo, várias vezes vai preferir, pela sedução do consumo, opta por adquirir um salgado do que uma fruta.

Diante dos fatos referenciado, é de extrema importância adquirir medidas para reduzir o consumo de alimentos ultraprocessados no contexto social. O Ministério da Saúde por meio de um projeto de lei entregue à Câmara dos Deputados, devem desenvolver um projeto de lei que submeta as empresas de produtos consumidores industrializados, a diminuir o uso de aditivos químicos nos alimentos e substituir processos de conservação dos alimentos ultraprocessados, fazendo com que esses produtos sejam melhores para o consumo e não prejudiquem tanto a saúde de seus consumidores. Com isso, mesmo que as pessoas não tenham tanto tempo para preparar comida em casa e comer produtos orgânicos, elas continuem cuidando de sua saúde.