O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.
Enviada em 28/05/2021
Atualmente, com o aumento da industrialização e a busca pela praticidade, nota-se o aumento do consumo de alimentos ultraprocessados. Além disso, o lucro obtido pelas fábricas e o baixo custo nas vendas faz com que as pessoas consumam mais e as indústrias produzam em maior quantidade. Isso causa, problemas principalmente na saúde, já que, são alimentos com alto teor de sódio, açúcares e conservantes. Em contrapartida, por serem de fácil acesso e, na maioria das vezes, mais baratos são opções para pessoas com baixa renda.
Indubitavelmente, os ultraprocessados causam diversos malefícios a saúde. Em virtude da quantidade de ingredientes como gorduras, açúcares, sódio e conservantes que aumentam a durabilidade e intensificam o sabor. Além disso, não apresentam propriedades nutritivas como, proteínas, fibras e vitaminas. Neste sentido, a ingestão desses alimentos é prejudicial à saúde e aumenta consideravelmente os riscos de obesidade, diabetes, hipertensão, doenças cardiovasculares, depressão, além de encurtar a expectativa de vida. De acordo com uma pesquisa realizada na Universidade de São Paulo, um acréscimo de apenas 10% na participação dos ultraprocessados na alimentação aumentava significativamente o risco de encarar qualquer doença cardiovascular em 12%.
A praticidade é uma das principais causas para o consumo excessivo. Segundo o levantamento feito em 2020 pela Agência Brasil que abordou pessoas entre 18 e 55 anos, revela que salgadinhos e biscoitos foram os produtos mais consumidos, sendo 35% a proporção de pessoas que os consomem. Outro fator que influência a alta demanda, é o preço dos alimentos. Atualmente no Brasil, os mantimentos ultraprocessados estão se tornado mais acessíveis financeiramente do que as alternativas saudáveis, segundo pesquisas realizadas pelo Guia Alimentar para a População Brasileira. Por exemplo, alimentos ultraprocessados como salsichas e macarrão instantâneo custam em média R$10, enquanto arroz, carnes e ovos custam de R$12 a R$30 em média. Dessa forma, pessoas de classes baixas optam por opções mais baratas e mais práticas.
Conclui-se que, apesar de os alimentos ultraprocessados serem nocivos à saúde ainda são muito consumidos, principalmente por dois fatores, a praticidade e o preço. E para diminuir esse consumo, as principais redes de supermercados e mercearias, em conjunto com o governo deveriam aumentar o preço de alimentos com alto teor de processamento, com o objetivo de reduzir as compras desses produtos, e diminuir o valor dos produtos alimentícios que são saudáveis. Além disso, as escolas públicas e privadas devem oferecer comidas saudáveis para as crianças e adolescentes com o objetivo de incentivar o consumo de alimentos benéficos à saúde.