O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.

Enviada em 28/05/2021

Nos anos 50 os alimentos ultraprocessados chegaram ao Brasil para mudar os hábitos alimentares dos cidadãos brasileiros, com isso as pessoas estavam deixando de consumir a comida nativa e optando pelos fast-foods por serem mais práticos. Devido a essa rotina, muitas pessoas estavam acima do peso e desenvolvendo doenças crônicas como diabetes, hipertensão arterial e doenças respiratórias.

Em princípio, é valido ressaltar que esse aumento do consumo dos alimentos processados vem ocorrendo devido a expansão da urbanização, trazendo malefícios na alimentação da população. Com essa expansão, os habitantes começaram a ter uma vida mais agitada por conta do trabalho e devido a isso deixaram de lado uma alimentação saudável. Somado a isso, manter uma rotina baseada em alimentos caseiros feitos com produtos naturais perdeu espaço para os fast-food que utilizam em grande escala alimentos ultraprocessados.

Em consequência disso, as doenças crônicas tem aumentado drasticamente. Com destaque para a obesidade, hipertensão e diabetes, que segundo o Ministério da Saúde, 56,7 milhões de pessoas tendem a ter alguma dessas doenças. Ademais, um levantamento realizado pelo “Núcleo de pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde da Universidade de São Paulo” (USP) afirmou que durante a pandemia da Covid-19 houve um aumento no consumo de alimentos saudáveis como frutas e hortaliças. Por outro lado, nas regiões Norte e Nordeste, a população foi identificada com um crescimento no consumo de alimentos industrializados, devido a renda baixa.

Diante do exposto, foi possível perceber que para que ocorra a diminuição da ingestão de alimentos ultraprocessados no padrão nutricional brasileiro, é necessário que o governo forneça um acompanhamento nutricional para a população, além de viabilizar fornecer condições de modo que as escolas possam incluir na grade curricular um ensino básico voltado para a nutrição (cardápios nutricionais, reutilizações de alimentos), de modo a incentivar desde cedo as crianças a se alimentarem de forma correta e mais saudável e consequentemente formando adultos mais conscientes, saudáveis, contribuindo assim para diminuição de doenças decorrentes à má alimentação.