O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.

Enviada em 28/05/2021

Segundo o Guia Alimentar para a População Brasileira, é recomendado evitar o consumo de produtos ultraprocessados e substituí-los por refeições naturais e minimamente processadas. Desse modo, faz-se necessário discutir a questão dos alimentos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro, essa problemática é agravada pelo fator de risco para diabetes e câncer devido ao consumo desses alimentos e pela grande demanda por produção de alimentos em larga escala. Tal fato reflete uma realidade muito complexa no que diz respeito aos seus efeitos sobre a população nacional.

Em princípio, deve-se mencionar que os alimentos ultraprocessados são preparados com enormes quantidades de gordura, sal e açúcar. Ou seja, esses alimentos, em grande parte das vezes, são responsáveis pelo alto índice de obesidade no Brasil. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o índice de obesidade da população adulta no país é de 26,8%, um número surpreendente. A obesidade é um grande fator de risco para doenças como diabetes tipo 2, câncer de mama e câncer colorretal.

Ademais, existe a grande demanda por produção de alimentos em larga escala, que é um dos fatores que contribuem para o efeito estufa ou aquecimento global. Para se fazer hambúrgueres, são necessárias carnes produzidas pela indústria agropecuária, que conforme o Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SEEG), é responsável por 73% das emissões de gases no Brasil, uma estatística um tanto alarmante.

Em suma, pode-se perceber que o consumo exagerado de alimentos ultraprocessados não só afeta a saúde do povo brasileiro, como também contribui para a emissão de gases tóxicos no país. Assim, se faz necessário a intromissão do Ministério da Saúde, juntamente com o Ministério da Agricultura – órgãos responsáveis pela saúde pública e pela agropecuária e  o agronegócio no Brasil, respectivamente. – nos padrões de produção e consumo no país, conscientizando a população a reduzir o consumo de processados e utilizando tecnologias sustentáveis em sua produção, para garantir a saúde do povo brasileiro e do planeta nos próximos anos. Pois, a saúde deve estar sempre em primeiro lugar.