O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.

Enviada em 29/05/2021

Cidadania - uma palavra usada com frequência, mas que poucos entendem o que significa - quer dizer, em essência, a garantia por lei de viver dignamente. No Brasil, a falta de dignidade pode ser notada quando o assunto é o impacto dos ultraprocessados, pois o cidadão é impedido de usufruir dos seus direitos à saúde integralmente. Assim, seja a rapidez derivada da modernidade ou seja a precariedade em tratar do bem estar, o problema permanece afetando grande parte da população e exige reflexão urgente.

Em primeira análise, é de suma importância ressaltar que a industrialização da vida moderna é cada vez mais presente no dia a dia de todo o cidadão. Algo que antes era visto como essencial e fonte de preocupação, hoje é visto como banal ou pouco importante. Torna-se claro que a sociedade contemporânea busca por uma alimentação mais rápida, de maneira a não ter seu tempo ocupado e poupá-lo para dar mais atenção às responsabilidades diárias, ou seja, buscam prosperidade acima de um bem-estar, deixando-o em segundo plano.

Ademais, destaca-se a forma como o consumo excessivo de comidas altamente processadas e a falta de atividade física configuram as principais causas de doenças crônicas e contribuem para a prevalência de grande parte delas. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), as DCNT (doenças crônicas não transmissíveis) são agentes de 68% das 56 milhões de mortes brasileiras, sendo 40% delas de pessoas com menos de 70 anos. Em outras palavras, a agilidade e a necessidade de implantação de mais fast-foods em decorrência da modernidade líquida - onde ter é ser -, prejudica a boa forma do ser humano, tornando-o suscetível a muitas enfermidades.

Portanto, pode-se perceber que o debate acerca da implantação de projetos em prol da higidez é imprescindível para a construção de uma sociedade mais saudável. Dessa maneira, é dever do Ministério da Saúde junto às mídias de divulgação, como os jornais ou plataformas como Instagram, promover técnicas educativas, sendo elas, esportes de lazer e dietas balanceadas, com o intuito de reduzir os estereótipos em relação ao assunto. Outrossim, o indivíduo propor aos seus familiares ou amigos uma colaboração para uma vida mais disposta, com atividades em grupo ou adoção de menos industrializados à mesa. Assim, poder-se-á transformar o Brasil em um país resistente.