O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.

Enviada em 30/05/2021

A vida agitada que a maior parte da população brasileira apresenta levou as pessoas a abrirem mão de alimentos reais para réplicas de alimentos que são produzidos através de combinações químicas, os chamados ultraprocessados, com baixo custo de produção e resultados altamente atraentes. Atualmente, cerca de 25% dos alimentos consumidos pela população brasileira são alimentos ultraprocessados e esse número cresce de maneira diretamente proporcional com a taxa de obesidade que hoje se encontra em 52% entre os adultos.

Dentre os impactos causados pelos alimentos ultraprocessados pode-se citar: o aumento substancial de obesidade, diabetes, doenças cardiovasculares, depressão e várias outras doenças crônicas além de encurtar a expectativa de vida das pessoas. Segundo uma pesquisa realizada por especialistas e divulgada pelo Healthline, o vício alimentar também existe. Estudos mostram que o açúcar ativa o cérebro nas mesmas regiões que a cocaína. Inclusive, o açúcar é oito vezes mais viciante que a cocaína.

Uma das maiores dificuldades encontradas pelas pessoas na hora de fazer suas compras alimentícias é no momento de ler o rótulo, que apresenta muitas vezes informações complexas e difíceis de serem entendidas. Por isso, foi aprovada uma nova norma de rotulagem nutricional pela Anvisa. Essa medida melhora a clareza das informações nutricionais presentes nos alimentos e visa auxiliar o consumidor a realizar escolhas alimentares mais conscientes, além de vir com um novo modelo de rotulagem frontal.

Uma das iniciativas do governo já existentes é o Guia Alimentar para a população brasileira, sendo criado em 2006 pelo Ministério da Saúde do Brasil. O guia é um documento oficial que aborda os princípios e as recomendações de uma alimentação adequada e saudável para a população brasileira, configurando-se como instrumento de apoio às ações de educação alimentar e nutricional no SUS e também em outros setores. Assim como essa, outras medidas devem ser tomadas. Cabe ao Ministério da Saúde restringir a propaganda de ultraprocessados, aplicar mais impostos e dar mais informações sobre o alimento que o consumidor está consumindo.