O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.
Enviada em 30/05/2021
Manifestada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a sociedade os direitos básicos, como saúde e bem-estar social. Entretanto, quando se observam os malefícios gerados na alimentação do meio social pelos alimentos ultraprocessados, percebe-se que á declaração é refutada. Nesse contexto, é notório que esse padrão alimentar é um desafio para o país, o qual ocorre devido não só ao estado emocional dos indivíduos, mas também ao custo acessível desses produtos.
Em primeiro plano, a partir do pensamento de Confúcio, filósofo chinês, não corrigir as falhas vividas é o mesmo que cometer novos erros. Desse modo, os indivíduos que possuem problemas psicológicos e alimentares, como ansiedade e distúrbios, buscam soluções para os problemas de forma equivocada. Assim, o consumo de grandes quantidades de ultraprocessados é gerado, a fim de ter a saciedade e fuga da realidade, fazendo com que cometam novas falhas e, desse modo, origina cada vez mais problemas na saúde da sociedade. Logo, é incabível que essa situação perdure.
Concomitantemente, o custo acessivel desses produtos ocasiona compras em larga escala e, consequentemente, maior consumo, além de promover a prevalência de doenças, como sobrepeso e obesidades, uma vez que a composição desses alimentos apresenta grande quantidade de sal, açúcar e saborizantes artificiais. Nesse sentido, vale ressaltar que os custos ambientais e, principalmente relacionados a saúde púlbica, não estão incluídos nos preços de mercado nesses alimentos demasiadamente industrializados, uma vez que gera grande malefício em ambos os casos. Em estudos realizados pela POF (Pesquisa de Orçamentos Familiares) e IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) mostram que, em 2026 os alimentos In natura ficarão mais caros, dificultando ainda mais o consumo desse grupo de alimentos. Dessa forma, é de extrema necessidade uma resolução eficiente sobre a problemática.
Em virtude dos fatos mencionados, é fundamental que o Ministério da Economia e da Saúde promovam o aumento no preço do grupo de alimentos ultraprocessados e diminuição do custo nos comestíveis saudáveis presentes nos abastecimentos de alimentos. Espera-se, com essas ações, que o consumo do primeiro citado seja controlado e dessa maneira, os direitos básicos dos indivíduos de uma sociedade poderão ser concretizados.