O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.

Enviada em 30/05/2021

Após a Segunda Guerra Mundial o mundo vivenciou a chamada Revolução Verde. Se baseou na aplicação do alto teor tecnológico da época para produzir mais alimentos no mesmo espaço de terra. E, desta maneira, foram desenvolvidas sementes geneticamente modificadas que produziam mais. Não obstante, o Brasil, na atualidade é um dos maiores produtores de alimentos do mundo, mas também um dos mais impactados negativamente por esse modo de produção, exclusivamente, na área ambiental. À vista disso, torna-se necessário o debate acerca dos impactos dos ultraprocessados ​​no padrão alimentar brasileiro, consequentemente agravados pela pandemia atual e em virtude do uso de elementos químicos que são prejudiciais à saúde humana.

Primeiramente, vale ressaltar que as culturas transgênicas e a utilização de agrotóxicos são justificados como indispensáveis ​​para a produção em larga escala. Posto isto, a técnica foi saudada como esperança para a solução do problema da fome no mundo. No entanto, agora são atitudes próprias de uma sociedade industrial e capitalista. Dissonante a isso, em 2017, o Brasil alcançou o título de maior consumidor de agrotóxicos em escala global. Contudo, diversos estudos apontam que, o consumo de alimentos transgênicos acarreta no surgimento de alergias, doenças psíquicas e até mesmo o câncer. Por conseguinte, são necessárias atitudes para diminuir o comodismo em relação à prática não benéficas à saúde.

Ademais, o estado emocional fragilizado e o clima inseguro resultante da pandemia da COVID-19 leva ao maior consumo de comidas ultraprocessadas. Durante o período pandêmico ressalta-se a importância de monitorar o comportamento alimentar, visto que, alimentos não saudáveis ​​são causadores de doenças crônicas como diabetes, pressão alta e excesso de peso que quando combinados acrescem o risco de formas mais graves do novo coronavírus e da sua mortalidade. Destarte, o discurso de praticidade dos ultraprocessados ​​deve ser questionado, como também reforça-se a valorização do Guia Alimentar do Ministério da Saúde, que tem bases científicas sólidas para o condicionamento de uma alimentação saudável.

Impende, portanto, que os órgãos competentes facilitem a compra de produtos orgânicos e o consumo de ultraprocessados ​​reduza incessantemente. Nesse sentido, cabe ao Governo e o Ministério da Saúde, promoverem práticas que estimulem hábitos salutíferos, respeitando todas as medidas de prevenção quanto ao vírus, sobretudo, utilizando todos os meios midiáticos para propagar tais parâmetros e incentivar um estilo de vida sadio. No fim, o Brasil aos poucos poucos um país menos nocivo em relação a nutrição de seus habitantes.