O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.

Enviada em 29/05/2021

De acordo com os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE, os alimentos ultraprocessados correspondem a cerca de um quinto das calorias consumidas pela população brasileira. Na contemporaneidade, a ingestão de comidas industrializadas cresceu e os riscos trazidos pelo consumo em abundância também. Outrossim, parte da população não se controla ao ingerir ultraprocessados e cria o hábito de comê-los mais do que necessário. Nesse sentido, convém destacar os problemas de saúde ocasionados pelo consumo desenfreado, tais como obesidade e doenças cardiovasculares. Logo, urge a necessidade de debater o assunto.

A priori, ressalta-se o ganho e acúmulo de gordura corporal devido a ultraprocessados, provocando obesidade. Com o aumento do capitalismo, cresceu o número de propagandas persuasivas que induz a população a consumir fasts-foods, dentre diversos outros alimentos industrializados. De maneira análoga, tal problema infere na saúde do indivíduo, uma vez que contribui para o risco de diabetes, colesteróis, hipertensão. Explica tal fato os dados do Ministério da Saúde que mostram um aumento de 60% dos brasileiros com obesidade. Logo, ignorar danos causados pela obesidade, torna-se evidente e problemático.

A posteriori, ressalta-se o desencadeamento de doenças cardiovasculares. Como desdobramento, consumir refrigerantes, bolachas, salgadinhos, macarrão instantâneo em grande quantidade afetam diretamente o sistema cardiovascular trazendo riscos para o coração. A saber, na visão do filósofo inglês Francis Bacon,”um corpo sadio é um quarto de hóspedes para a alma”. Contudo, visto o descaso feito pela população com uma alimentação saudável, torna-se nítido a importância social para que tal fato mude.

Mediante ao conteúdo, são válidas atitudes a fim de amenizar o consumo de alimentos ultraprocessados. Assim sendo, cabe ao Ministério da Educação, em parceria com escolas, organizar palestras periódicas acerca dos malefícios de ingerir alimentos industrializados em grandes quantidades e os benefícios de uma alimentação saudável, através de nutricionistas. Cabe ainda, ao Ministério da Saúde, junto ao Departamento de Imprensa e Propaganda, providenciar mídias sociais e campanhas educativas que incentivem a população a levar uma vida mais saudável, bem como alertar sobre doenças ocasionadas pela alimentação com produtos ultraprocessados. Logo, será possível alcançar uma sociedade mais consciente e sadia.