O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.

Enviada em 30/05/2021

Em uma frase, Platão disse: ‘’O importante não é viver, mas viver bem. ’’ Em tempos modernos, observa-se que isso não acontece de verdade no cotidiano, visto que grande parte dos indivíduos sacrifica o bem-estar de sua saúde pelo prazer de uma alimentação mais deleitosa que trará somente prejuízos ao corpo humano.

É primordial ressaltar que os alimentos ultraprocessados atualmente já fazem parte da mesa do consumidor brasileiro, entretanto, isso não aconteceu de forma súbita, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a aquisição média per capita desses alimentos foi de 2.560 kg entre 2002-2003, para 3.992 kg no período de 2017-2018, representando um aumento de 56%. Isso se deve ao marketing excessivo e o fato de que esses alimentos possuem um preço mais acessível para o consumidor. Esses alimentos são altamente irresistíveis, viciantes e possuem uma longa validade, porém nada nutritivos. Estudos apontam a relação direta entre o consumo de alimentos industrializados e o surgimento das doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs), as quais ainda potencializam as complicações de outras doenças.

Em decorrência disso, para desenvolver esse tipo de alimento, são usadas matérias-primas naturais vindas de monoculturas que, caracterizadas pela necessidade de grandes quantidades de terra, água e combustíveis para o plantio ou criação de gado, utilização intensa de tecnologia agrícola, como maquinários, sementes transgênicas e agrotóxicos, são responsáveis pela degradação da biodiversidade local. Além disso, o produção desses alimentos fortalece os problemas de desigualdade fundiária, desemprego no campo e exôdo rural.

Tendo esses pontos em vista, faz-se necessário que o Ministério da Saúde deve executar suas políticas públicas a fim de regulamentar a entrada de alimentos ultraprocessados, a fim de uma mudança no padrão alimentar brasileiro. Se mostra também necessário um incentivo a agricultura familiar, visto que ela compõe é a principal produtora dos alimentos que vão para mesa dos consumidores. Dessa modo, para reverter essa situação, se mostra necessário que os brasileiros comecem a evitar os alimentos ultraprocessados, na perspectiva de obter um hábito de vida melhor.