O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.
Enviada em 30/05/2021
A Constituição brasileira de 1988 assegura a todos os indivíduos o direito à alimentação. Entretanto na prática tal garantia se torna precária, visto a grande existência de alimentos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro. Esse cenário nefasto ocorre pela praticidade e baixo custo desses produtos e também acarreta uma série de risco à saúde dos brasileiros. Logo, faz-se imperiosa a análise dessa conjuntura, com o intuito de tornar a aliementação dos brasileiros mais rica em nutrientes e diminuir o risco de doenças.
Primeiramente, é de suma importância destacar o alto consumo de ultraprocessados por conta da praticidade e baixo custo. Na pandemia da COVID-19, o levantamento feito pelo Datafolha mostra que brasileiros de 45 a 55 anos aumentaram o consumo de ultraprocessados de 9% para 16% e que o consumo de alimentos como salgadinhos e biscoitos de 30% saltou para 35%. Isso mostra que alimentos de fácil consumo entraram na alimentação dos brasileiros, o que se torna preocupante para a saúde da sociedade.
Ademais, o consumo de ultraprocessados aumenta o risco de doenças cardiovasculares e obesidade, portanto aumento desses produtos na alimentação afeta diretamente na saúde dos brasileiros. Em pesquisas da Nupen em conjunto ao Idec, é mostrado que a ingestão a longo prazo de alimentos ultraprocessados aumenta em 26% o risco de obesidade, 79% de síndrome metabólica e de 29-34% o risco de doenças cardiovasculares. Desta forma, mostra-se que o padrão alimentar dos brasileiros necessita de mudanças.
Portanto, é fundamental que as prefeituras e as escolas incentivem a alimentação saudável , por meio do investimento em feiras de pequenos agricultores da região e aulas educativas sobre a alimentação saudável na área de Ciências da Natureza, visando assim que os brasileiros tenham acesso à alimentos saudáveis e de baixo custo e também sejam educados acerca da alimentação ideial para que não desenvolvam doenças que são causadas pelo consumo excessivo e contínuo de ultraprocessados. Dessa maneira, o Brasil garantiria o direito a alimentação e melhoraria a saúde dos brasileiros.