O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.
Enviada em 30/05/2021
No filme “A fantástica fábrica de chocolate”, Augustos – um garoto acima do peso – perde um dos desafios por não conseguir controlar seus impulsos para comer as “besteiras”. Analogamente, fora das telas, observa-se que os ultraprocessados no padrão alimentar, infelizmente, faz parte da realidade brasileira. Assim, seja pela publicidade excessiva, seja devido à falta de educação alimentar, a má alimentação é um problema que precisa ser resolvido.
Primeiramente, é importante ressaltar que a grande difusão de propagandas de alimentos industrializados corrobora de forma intensiva para o entrave. Visto que as mídias divulgam anúncios de alimentos prontos ou semi-prontos rico em açúcares, sais e gorduras, esse tipo de comida, por serem facilmente encontrados e terem um alto prazo de validade, se tornou mais viável para aqueles que possuem um dia a dia corrido. Dessa forma, entende-se que o problema tende a persistir, caso não haja intervenção.
Outrossim, vale destacar que as políticas públicas não são eficazes na promoção da educação nutricional da população. Segundo dados do Ministério da Saúde, 55% dos jovens têm hábitos alimentares irregulares. Nessa perspectiva, eles são os que mais consomem os alimentos ultraprocessados pois são facilmente persuadidos por esses itens. Isso ocorre porque as instituições educacionais não orientam os alunos de forma eficaz na escolha de alimentos naturais, pois visam apenas o conteúdo educacional. A alimentação irregular pode prejudicar o desenvolvimento do indivíduo.
Portanto, pode-se inferir que medidas para minimizar o consumo de alimentos ultraprocessados na área social são imprescindíveis. Logo, cabe ao Poder Legislativo formular um projeto de lei obrigando as empresas a reduzir a quantidade de aditivos químicos nas comidas - uma vez que esses produtos prejudicam a saúde humana - por meio de agentes especiais de fiscalização para reduzir o impacto desses alimentos na sociedade. Além disso, o Ministério da Educação deve recorrer a nutricionistas para promover palestras nas escolas e orientar alunos e professores no desenvolvimento de hábitos alimentares saudáveis e escolha alimentos naturais nutritivos ricos para que os indivíduos possam agir corretamente de acordo com suas escolhas.