O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.
Enviada em 30/05/2021
É notório que o consumo de alimentos industrializados e a obesidade entre os jovens do Brasil estão diretamente ligados. Tendo como grandes influenciadores do problema, a falta de conscientização dos pais para com a alimentação das crianças, que consequentemente se tornam adultos com sobrepeso, e a facilidade de acesso e consumo dos produtos alimentícios industrializados.
As propagandas são as principais responsáveis pelos maus hábitos durante a infância. Isso ocorre porque, conforme defendem os filósofos Adorno e Horkheimer, a Indústria Cultural promove a alienação como a principal forma fortalecer uma idealização. Dessa forma, os comerciais transmitidos nos meios de comunicação, a fim de conquistar e incentivar o consumo de seus produtos pelo público infantil, abusam das cores, músicas e personagens. O comercial do guaraná Dolly, por exemplo, criou o Dollynho, um refrigerante que se diz amigo das crianças. Em decorrência disso, de acordo com o documentário “Muito Além do Peso”, os pequenos consomem cada vez mais alimentos ultra processados como refrigerantes e biscoitos.
Faz-se mister, ainda, salientar os hábitos alimentares na própria residência como impulsionador do problema. De acordo com Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas é a característica da “modernidade líquida” vivida no século XXI. Diante de tal contexto, é necessário a reeducação de filhos pelos respectivos pais, como por exemplo, alimentarem de forma saudável, para que problemas como esses não votem a pauta no cotidiano. Portanto, fica evidente que a obesidade se manifesta de forma crescente e necessita ser combatida. Vale salientar ainda, o pouco cuidado que os brasileiros possuem com à alimentação na rotina. Isso porque, com o ritmo hiper veloz da sociedade contemporânea as pessoas não têm tempo para uma boa alimentação e nem para a prática saudável de exercícios, culminando a recorrência a alimentos ultra processados, que apresentam altíssimos índices calóricos, o que leva a obesidade e problemas de coração.
Em razão disso, o Ministério da Saúde, em parceria com as escolas, deve oferecer oportunidade para a prática de atividades físicas. Uma ideia é a promoção de corridas infantis semanais, para crianças de 6 a 12 anos, dentro dos ambientes escolares, com a premiação aos primeiros colocados e premiação para os participantes. Desse modo, haverá uma motivação para a participação. Ademais, o Ministério da comunicação, deve exigir a diminuição das propagandas para o público infantil na televisão, que incentivem o consumo de alimentos não saudáveis. Assim, pode-se diminuir os impactos da obesidade previsto para 2025.