O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.
Enviada em 31/05/2021
Hoje em dia e comum ver pessoas indo comer em um fast-food como, MC Donald, Bobs, Subway, entre várias das marcas que fazem parte da vida do brasileiro atualmente, pode se notar que em seu cotidiano, pessoas com muita ocupação, ou que não possuem tempo e habilidade de cozinhar vão procurar por uma comida, rápida, pratica, e que ao paladar se dá por saborosa. Mesmo aquelas pessoas que podem e tem tempo de se alimentar melhor, por causa do cansaço do dia, preferem ao final da tarde fazer um miojo, ou comer besteiras para se alimentar, já que é mais fácil e não precisa de tanta energia para se pedir comida, é possível ver que o número de casos de obesidade vem crescendo continuamente ao passar dos anos
Como pode ser visto no artigo feito por pesquisadores da UFMG, Universidade de São Paulo (USP) e Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) publicado na revista Nutrition, Metabolism & Cardiovascular Diseases, sendo o primeiro estudo realizado no brasil fazendo uma relação entre os alimentos ultraprocessados e o aumento da obesidade na população brasileira, pode se destacar os dados estatísticos da Pesquisa de Orçamento Familiar (POF) de 2008-2009, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Que a partir de peso e altura de indivíduos, realça que o sobrepeso e a obesidade prevaleceram, com os resultados feitos pela POF sobre a quantidade de alimentos e o custo sobre as famílias, estabeleceu-se estimativas de preço dos alimentos ultraprocessados, calculando impactos sofridos referentes a alteração do preço e da renda exercida sobre determinado desfecho, no caso, prevalência de excesso de peso e obesidade.
De acordo com Camila Passos, uma das autoras do artigo e doutoranda do Programa de Pós-graduação em Enfermagem da UFMG, pode se levar em conta uma de suas menções “um imposto de 20% por quilo (que representaria um aumento médio de R$ 0,87 no preço por quilo) geraria R$19,7 bilhões em receitas tributárias (considerando a demanda atual) ou quase US$ 5 bilhões (taxa de câmbio atual), montante suficiente para aumentar a orçamento total do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) em mais de três vezes, que em 2018 contou com um orçamento de R$ 4,5 bilhões para alimentar 41 milhões de estudantes em todo o país”, destacando o lucro e o movimento financeiro que a venda dos produtos faz e pode contribuir para o pais.
Como também foi esclarecido no texto, ainda não a uma maneira de controle exata, já que grande parte dos mercados ou vendas comerciais podem optar por marcas menores, ou embalagens econômicas. Tendo a noção que o brasil segue um caminho influenciado por grande países como os Estados Unidos, maior pais com índices de obesidade, vemos que a situação não possui limites