O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.

Enviada em 30/05/2021

A constituição federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6º, o direito a alimentação e à saúde como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa o impactos dos alimentos ultraprocessados na alimentação dos brasileiros, dificultando, deste modo, a universalização desses direitos sociais tão importantes. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise dos    fatores que favorecem nesse quadro.

Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para com-bater o aumento dos ultraprocessados na mesa dos brasileiros. Nesse sentido, devido os processo de globalização, a cada dia que passa as pessoas têm menos tempo para se alimentarem e produzirem suas refeições em casa, passando a buscar formas mais fáceis e práticas para isso, assim, os “fast foods” acabam sendo uma opção em potencial. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como a alimentação e á saúde, o que infelizmente é evidente no país.

Ademais, é fundamental apontar a utilização de propagandas como impulsionador do aumento de ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro (problema) no Brasil. Uma pesquisa realizada na Universidade da Califórnia e na George Washington University, nos Estados Unidos, as propagandas influenciam a interpretação e a tomada de decisão. A descoberta demonstra como a preferência por produtos e serviços pode ser influenciada pela ação publicitária. Diante de tal exposto o uso de Qualquer pessoa, independente de sua classe social ou faixa etária, será estimulada por esse tipo de propaganda, pois os publicitários que as criam exercerão grande poder de manipulação por meio da repetição detalhada e de meios visuais, criando assim o desejo de consumo desnecessário. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é im-prescindível que o Ministério da saúde juntamente com profissionais da área, por intermédio da implementação de aulas educação alimentar, seria disponibilizado aulas gratuitas de educação alimentar à população, a fim de reduzir os impactos causados pelos ultraprocessados na vida dos brasileiros. Assim, se consolidará uma sociedade mais saudável, onde o Estado desempenha corretamente seu “contrato social”, tal como afirma John Locke.