O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.
Enviada em 31/05/2021
Mais barato, mas não mais saudável
Na contemporaneidade os alimentos ultraprocessados estão ganhando lugar no padrão alimentar brasileiro, além de estarem substituindo as comidas caseiras, tais alimentos são caracterizados por maior processamento industrial. No geral, possuem alta adição de açúcares, gorduras, substâncias sintetizadas em laboratório e, principalmente, conservantes. Dessa forma, é notório que os impactos de tais alimentos são problemáticos, tanto na saúde do cidadão brasileiro, quanto no controle alimentar.
Em primeiro plano, evidencia-se que a venda de tais alimentos ultraprocessados está aumentando gradativamente, em virtude de seu baixo preço e usabilidade. A respeito disso, de acordo com ABRAN Associação Brasileira de Nutrologia, no Brasil o crescimento anual de alimentos ultraprocessados é de 2,1% ao ano. Tendo tal conhecimento como base, podemos perceber que quanto mais alimentos industriais são consumidos, há o maior crescimento nas pessoas com inabilidade de cozinhar, logo tais pessoas serão incapazes de terem o controle de sua alimentação.
Outrossim, além da redução de pessoas com a habilidade de cozinhar, os alimentos ultraprocessados provocam sérios problemas na saúde do indivíduo. Desse modo, de acordo com dados do Vigitel 2014, revelam que, no Brasil, temos uma prevalência de 50% de pessoas com sobrepeso, 17.5% de obesidade, 6.9% de diabetes e 24,1% de hipertensão. A vista disso, uma alimentação a base de alimentos ultraprocessados, ao longo prazo, podem ocasionar graves problemas no corpo humano.
Portanto, é indubitável que os impactos dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro são significativos. Por isso, há a necessidade de providências que reduzam tais consequências. Logo, cabe ao Governo Federal do Brasil que, com a diminuição das altas taxas de impostos cobrados pelos alimentos saudáveis, assevere o aumento de vendas de produtos saudáveis, e assim, acarretando na diminuição de compras de ultraprocessados. Tal empreendimento aconteceria por meio de campanhas públicas solicitando essas diminuições, com o propósito de que haja uma melhora na saúde brasileira e bons hábitos na questão alimentar.