O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.

Enviada em 31/05/2021

No século XIX criou-se os alimentos enlatados, visando, destacavelmente durante a Primeira Guerra Mundial, a praticidade da alimentação dos que lutavam nas guerras. A partir disso, a indústria alimentícia passou a desenvolver comestíveis acrescentando a eles atributos químicos não naturais e em embalagens funcionais para maximizar o consumo desses. Não obstante, desencadeou-se desse processo uma cultura alimentar prejudicial à saúde, tendo em vista o comportamento da indústria e os prejuízos dos alimentos não naturais e ultraprocessados para o bem-estar humano que impactam, de forma direta, o padrão alimentar brasileiro. Nessa perspectiva, esses desafios devem ser superados para que uma sociedade mais íntegra seja alcançada.

Primeiramente, sabe-se que o posicionamento da indústria de alimentos e o modo de exposição desses determina o consumo populacional. Dessarte, tal fato pode ser observado através de uma matéria da revista Hortifruti Brasil, viabilizada por Letícia Julião, que informa diversas estratégias de marketing que podem, por sua vez, estimular o consumo, ao passo que é mostrado, comunicado e distribuído de forma estratégica. Vale frisar que o interesse econômico da indústria alimentícia é mais benéfico para ela própria do que para o consumidor final, se essa reprime os princípios nutricionais, assim expressando danos à qualidade de vida dos cidadãos.

Ademais, a escassez nutritiva dos alimentos ultraprocessados comumente encontrados nos supermercados refletem no cenário nacional da saúde. O especialista em empreendedorismo Erico Rocha adota o pensamento de que, para conseguir algo é importante tornar os passos prejudicais mais difíceis, e os necessários, mais fáceis. Na atualidade, encontra-se uma intensa facilidade em adquirir produtos ultraprocessados, e, consequentemente, tamanha acessibilidade promove e incentiva o consumo de alimentos do gênero, fazendo com que a maioria das pessoas optem por eles. Assim, a população acaba por consumir produtos ricos em sódio, gordura e açúcar, que surtem complicações como indisposição, obesidade, taxas inadequadas de substâncias no sangue e vício.

Posto isso, entende-se a necessidade de atentar-se aos impactos dos alimentos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro. Logo, o Ministério da Saúde poderia, por meio de um projeto de lei, exigir que os rótulos estejam na parte frontal das embalagens e em formatação suficientemente legível. Para mais, incentivar, junto aos meios publicitários e os próprios pontos de venda, a educação nutricional, informando sobre a importância de verificar os ingredientes e suas respectivas quantidades nos alimentos, para que garantam uma alimentação que, de fato, forneça as substâncias benéficas e precisas. Assim, obeservar-se-ia uma população mais consciente e saudável.