O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.

Enviada em 11/06/2021

Segundo a Declaração Universal dos Direitos Humanos, todos têm o direito à saúde e a alimentação adequada. Porém, atualmente, os alimentos ultraprocessados, com baixos valores nutricionais são cada vez mais consumidos pela população mundial, gerando uma série de problemas à saúde dos indivíduos. Nesse sentido, evidencia-se o modo de produção atual e as consequências do aumento da popularidade de alimentos industrializados.

Vale ressaltar, de início, o modelo de produção capitalista da sociedade atual. Sabe-se que, desde o desenvolvimento da agricultura e o processo de sedentarização do homem, houve grandes impactos no modo de vida e na alimentação dos indivíduos que, com a Revolução Industrial e, mais tarde, com a globalização, foram ainda mais intensificados. Desse modo, com a transformação de alimentos em produtos que visam apenas o lucro e a necessidade de se enquadrar à correria do cotidiano dos espaços urbanos, foram responsáveis pelo grande sucesso dos produtos ultraprocessados, caracterizados pelo elevado prazo de validade, praticidade, agilidade e preços baixos. Nessa análise, a Organização Mundial da Saúde recomenda o aumento dos preços desses produtos, visando freiar o seu consumo e conter a epidemia da obesidade.

Somado a isso, destacam-se os efeitos negativos da adesão dos alimentos processsados no cotidiano. Conforme Schopenhauer, o maior erro que alguém pode cometer, é sacrificar a sua saúde a qualquer vantagem. Nesse contexto, esse modelo alimentar legitimado pela indústria cultural, vende essa ideia nos meios de comunicação, influenciando a sociedade que adere essa alimentação, com base na corrente filosófica hedonista, definida pela busca do prazer momentâneo. Com efeito, deixando de lado a preocupação com problemas como o câncer, diabetes, obesidade e a hiperatividade em crianças, que podem ser atribuidas como reflexo deste tipo de nutrição.

Evidencia-se portanto, os impactos dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro. Tendo em vista que, cabe ao Ministério da Saúde, por meio de investimentos financeiros, implantem ações de educação alimentar e nutricional no SUS, Sistema Único de Saúde, direcionando e instruindo as pessoas em relação a alimentação. Além disso, é necessádio que a mídia, principal influenciadora das massas, através do merchandising social, em séries, filmes e propagandas, incentivem a adesão de um estilo de vida mais saudável, o que prevenirá diversos problemas de saúde enfrentados atualmente. Assim, os direitos humanos estarão mais perto de serem assegurados.