O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.

Enviada em 17/06/2021

O alto consumo de alimentos ultra processados ​​entre uma população brasileira é uma das forma que a desigualdade socioeconômica tem para se manifestar. É evidente que o alto índice de consumo desses alimentos está diretamente relacionado à população de renda, pois a oferta de maior durabilidade junto ao menor custo é visto como algo vantajoso, mas o resultado disso é o reforço da desigualdade e a falha na garantia da segurança alimentar e nutricional para todos. Logo, os únicos legitimamente beneficiados nesse mercado são os proprietários das grandes industrias alimentícia, pois lucram com isso.

De acordo com dados de pesquisa realizada pelo IBGE em 2020, cerca de 120 milhões de pessoas se referiram em situação de insegurança alimentar e fome. Além disso, também é apontado que a região norte e nordeste são as mais afetadas por essa vulnerabilidade socioeconômica. Esses indicadores são a comprovação de que o Brasil possui dificuldades em fornecer segurança alimentar para todos, evidenciando que o sistema vigente na produção de alimentos não corresponde às demandas nacional.

Além disso, uma Constituição federal brasileira que todos possuem direito ao acesso a segurança alimentar e nutricional. Mas, visto a vasta desigualdade social que predomina na sociedade brasileira, o povo opta por fontes alimentares disfuncionais, porem buscar. Isso faz com que se crie uma problemática futura, pois conforme dados publicados no British Medical Journal existe uma relação direta entre a alta taxa do consumo de alimentos ultra processados ​​com o aumento em casos de riscos em doenças cardiovasculares.

Diante do exposto, tem-se que o consumo alimentício adequado está condicionada a diversos fatores, como acessibilidade, garantia de direitos sociais, entre outros. Assim, a possibilidade de uma alimentação de qualidade não se efetiva, pois vive-se em uma sociedade que cerceia e tangencia esses direitos.