O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.

Enviada em 07/07/2021

O documentário “Muito além do peso” ilustra a realidade de muitos brasileiros, que, por não deterem um conhecimento sobre a alimentação, consomem, em demasia, ultraprocessados. Nesse viés de alienação, a saúde pública entra em defasagem, pois a obesidade passou a ser mais frequente na casa dos brasileiros e, ainda, a indústria dos ultraprocessados influência, ao colocar uma ‘venda’ nos cidadãos, no consumo deste país. Dessa forma, o padrão alimentar da sociedade brasileira tornou-se marcado pelos efeitos de uma alimentação desbalanceada, compulsiva e problemática. Logo, medidas públicas são necessárias para alavancar o bem-estar do povo verde-amarelo.

Sob a perspectiva do aumento de indivíduos com obesidade, a alimentação ultraprocessada é um agente decisivo para o declínio da saúde no Brasil. Seguindo esse raciocínio, vale mencionar que os adipócitos- células de gordura- mantém-se estáveis, em quantidade, durante a fase adulta, mas são passíveis de crescer em volume. Ou seja, apesar de numericamente serem estáveis, a indivíduo pode ‘inchar’ as células já existentes e, por consequência, ganhar massa amarela. Nesse cenário, o consumo de alimentos super industrializados introduz no organismo substâncias lipídicas- gordura trans e cis, por exemplo- que, ao permitir o excessivo ganho de volume nos adipócitos, acarreta na obesidade. Dessa maneira, o padrão alimentício dos ultraprocessados possibilita o aumento de pessoas com a saúde comprometida e, por isso, urge por ações públicas de intervenção.

Outrossim, esses alimentos super industrializados são apresentados, nas mídias, como um produto de qualidade, o qual não prejudicará a vitalidade do povo. Dessa forma, as pessoas são manipuladas a comprar alimentos ultraprocessados e, futuramente, hão de arcar com as prejudiciais consequências. Sob esse prisma, no documentário “Muito além do peso”, a criança, mesmo depois de ser esclarecida sobre a quantidade de açúcar presente no refrigerante, afirmou que ainda o tomaria, uma vez que estaria abrindo a felicidade (slogan da Coca-cola: abra a felicidade). Nesse viés de manipulação midiática, os brasileiros são influenciados a se consumirem alimentos maléficos a saúde, mas que são apresentados pelas publicidades como uma porta para a felicidade/ fonte de sentimentos bons. Logo, há necessidade de políticas públicas de intervenção, a fim de sanar essa propaganda sensacionalista.

Infere-se, pois, que o padrão alimentício, no Brasil, está sofrendo influência dos ultraprocessados e, por isso, urge por ações governamentais. Portanto, cabe ao Ministério da Educação, em parceria com a coordenação pedagógica das redes de ensino, inserir uma aula na Base Nacional Comum Curricular, visando diminuir a alienação a respeito dos hábitos saudáveis, além de reduzir a manipulação midiática nos hábitos dos cidadãos. Para isso, a disciplina seria, semanalmente, lecionada por uma nutricionista.