O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.
Enviada em 07/07/2021
De acordo com Arthur Schopenhauer, filósofo alemão, um dos piores atos que o ser humano pode cometer é sacrificar sua saúde á qualquer outra coisa. Hodiernamente, com a evolução da indústria alimentícia, diversos indivíduos, em oposição ao pensamento de Schopenhauer, vêm consumindo majoritariamente produtos ultraprocessados em sua alimentação, o que causa diversos prejuízos, tanto individuais quanto coletivos. Dessa maneira, como exemplos desses malefícios causados pela comida ultraprocessada, é importante citar o impacto na saúde e o impacto no comércio, este que torna ainda mais difícil manter uma alimentação saudável como padrão alimentar brasileiro.
Em primeira instância, é necessário mencionar que os alimentos ultraprocessados, também cunhados de “comida de astronauta” por seu alto nível de compactação, são muito negativos ao organismo humano, ocasionando obesidade, diabetes, doenças vasculares, entre outros. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a aquisição média per capita dos alimentos industrializados teve um aumento de 50% entre 2002 e 2003, o que evidencializa o aumento significativo destes ao longo dos anos. Dessa forma, com o constante incentivo por mecanismos de marketing, esse tipo de alimento está cada vez mais presentes nas residências brasileiras, colocando em risca a saúde e qualidade de vida da população.
Em segunda instância, o marketing supracitado, assim como substâncias químicas introduzidas nos alimentos para ampliar o sabor, tem como consequência a maior prefência por comidas altamente industrializadas. Nesse ínterim, com a lei capitalista de oferta e demanda, os alimentos saudáveis e benéficos passam a serem negligenciados no mercado, o que ocasiona a alta inflação, tornando-os ainda menos acessíveis à população, principalmente a mais carente. Dessa maneira, o consumismo desenfreado de processados atinge toda a população, privando a socidade brasileira de ter acesso à saúde alimentar.
Em vista dos fatores apresentados, é essencial que os alimentos ultraprocessados sejam combatidos. Assim, cabe ao Ministério da Educação, juntamente com o Ministério da Saúde, promover a educação alimentar por meio de palestras e cursos, desenvolvidos e apresentados por nutricionistas competentes. Desse modo, com o fim de conscientizar a socidade brasileira dos malefícios do consumo dessas comidas, será otimizada a saúde e qualidade de vida dos cidadãos brasileiros.