O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.
Enviada em 13/08/2021
“Que a alimentação seja teu único remédio!”. Essa citação do filósofo Hipócrates resume um dos pilares para uma vida equilibrada: a alimentação saudável. No entanto, na nação tupiniquim, esse preceito não se encontra aplicado, haja vista o alto consumo dos ultraprocessados. Nesse panorama, a não efetivação do direito à alimentação e os impactos na saúde favorecem a perpetuação desse quadro. Cabe-se, então, alcançar medidas que busquem seguir o que recomenda o pensador.
Nesse sentido, é preciso entender que a alimentação saudável é um direito constitucional que, lamentavelmente, não é efetivado. Sob esse viés, esse cenário de não cumprimento de um direito corrobora o elevado índice de consumo dos alimentos ultraprocessados, que, por sua vez, trazem impactos à saúde humana e provocam doenças cardiovasculares e diabetes. Esse contexto, ainda, está de acordo com o que preconiza o jornalista brasileiro Gilberto Dimenstein em sua obra “O cidadão de papel”: no Brasil, os direitos ficam restritos ao campo jurídico. Dessa forma, é fulcral que se invista em políticas públicas que visem à concretização da garantia à alimentação salubre para diminuir os impactos dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.
Outrossim, o consumo dos ultraprocessados impacta a saúde dos brasilienses, seja pela contribuição à obesidade, seja pela ingestão de agrotóxicos. Nesse ínterim, um estudo realizado pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) mostrou que quase 60% dos produtos com elevados graus de processamento mais consumidos no país tinham agrotóxicos. Desse modo, além de contribuir com a obesidade, o consumo dos ultraprocessados trazem o risco da ingestão de doses elevadas dos agroquímicos, que podem levar à depressão e ao suicídio. Isto posto, urge estratégias que objetivam eliminar a praga dos ultraprocessados do cardápio canarinho.
Logo, fica evidente os impactos dos ultraprocessados no padrão alimentar do brasileiro. Para mitigar essa chaga social, o Ministério da Saúde – instituição cuja função é proteger e recuperar a saúde dos cidadãos – deve educar a população acerca dos danos ao bem-estar que os ultraprocessados ocasionam. Isso precisa ser feito por meio de extensas campanhas em postos de saúde e na grande mídia, como Instagram, Facebook e Whatsapp, com a finalidade de diminuir os impactos dos hiperindustrializados. Por conseguinte, poder-se-á cumprir o mandamento do filósofo Hipócrates.