O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.
Enviada em 31/10/2021
Desde o começo da humanidade, o ser humano já tinha conhecimento de que a alimentação é essencial para a sobrevivência. Com o passar dos milênios, em 1988, a Constituição Federal garantiria a alimentação de qualidade para todos os cidadãos, no entanto, com a ascensão das indústrias na atualidade brasileira, os alimentos passaram a ser ultraprocessados, os quais sofreram com a adição de várias outras substâncias, podendo, muitas vezes, causar problemas para várias pessoas da sociedade, como os alérgicos. Nesse sentido, é importante analisar os problemas à saúde que esses alimentos causam e a desinformação populacional sobre eles como agravantes da situação.
Primordialmente, faz-se essencial refletir sobre os prejuízos à saúde decorrentes do uso dos ultraprocessados na alimentação. Segundo o Guia Alimentar para a População Brasileira, produtos industrializados devem ser consumidos em baixas quantidades por conta da alta concentração de sal, óleo e açúcar que podem prejudicar o funcionamento do corpo, como o caso de excessiva gordura ou elevação da quantidade de açúcar no sangue, tendo o último exemplo potencial para desenvolver diabetes. Em suma, é perceptível que a compulsão por esses alimentos se torna nociva para as pessoas, como também está presente em quase todos os alimentos atuais, principalmente em enlatados. Diante dos fatos mencionados, urge a obrigação de sanar tais problemas.
Ademais, a carência informacional da população é um fator coadjuvante na questão. A respeito desse quadro, é válido lembrar a ideia do filósofo Francis Bacon, o qual relaciona que o saber fornece meios para alterar o panorama vivido. Assim sendo, é evidente que a falta de nitidez sobre os alimentos, sua composição e os danos que podem causar, provocam a permanência dessa problemática na sociedade, uma vez que os indivíduos, muitas vezes, descobrem que estão ingerindo algo nocivo a eles somente após o consumo e, dessa maneira, deixando em risco a integridade física dos mesmos. Logo, é crucial que ações sejam tomadas para reverter tal cenário.
Portanto, é notória a urgência de medidas para mudar os impactos dos ultraprocessados na alimentação brasileira. Dessa forma, a Anvisa, órgão responsável pela fiscalização alimentar, deve, por meio das redes informacionais, divulgar os perigos à saúde desencadeados pelo consumo dos ultraprocessados, a fim de eliminar os casos de doenças provenientes do mesmo pela sua alta ingestão. Além disso, o governo federal deve, por meio de novas leis, impor a obrigatoriedade de uma melhor disposição de informações de todos os ingredientes e suas composições nas embalagens, com o objetivo de acabar com os problemas decorrentes da desinformação. Assim, poderemos alterar o panorama no qual vivemos por meio do saber, conforme Bacon sugeria.