O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.

Enviada em 19/11/2021

Segundo pesquisas da Universidade de São Paulo (USP), o Brasil passa por um momento de aumento do consumo de produtos ultrapocessados, por parte da população. Tal cenário alarmante, tem como uma de suas principais causas, a influência perversa da mídia, a qual acarreta na degradação da saúde dos indivíduos. Nota-se, portanto, que tal conjuntura nefasta deve ser analisada, para que medidas governamentais sejam tomadas, afim de mitigá-lo.

Sob esse viés, é importante ressaltar o poder de persuasão da comunicação. De acordo com o fundador da sociologia Emile Durkheim, o meio no qual o indivíduo está imerso é capaz de influenciá-lo.  Nessa esteira, há na mídia brasileira uma gama de propagandas que estimulam o consumo de produtos industrializados, por meio de uma visão errônea e idealizada desses produtos. Consequentemente,  a população acaba sendo moldada para consumir esses produtos, tal problemática pode ser evidenciada nas propagandas da empresa Coca-Cola, as quais relatam a imagem de seu refrigerante, produto rico em calorias e conservantes, como algo benéfico ao ser humano. Dessa forma, fica evidente que o cidadão encontra-se em um cenário manipulativo é utópico.

Ademais, o panorama algoz supracitado provoca o descumprimento da constituinte. Nessa conjuntura, o consumo desses alimentos, em excesso, pode acarretar em diabetes, obesidade e hipertensão, devido ao auto teor de açúcares, calorias e sódio, respectivamente. Entretanto, o Estado encontra-se “míope” para tal contexto perverso, haja vista que não há nenhuma medida governamental- como palestras de conscientização-, com fito de reverter essa problemática. Dessa forma, a  falta de atitudes do Estado brasileiro vai de encontro a Constituição Federal de 1988, a qual relata a saúde como um direito de todos os cidadãos e dever do Poder Público.

Dessarte, fica explícito que medidas ações devem ser tomadas para atenuar os impactos dos ultrapocessados no padrão alimentar. Para isso, cabe ao Ministério da Educação promover a educação alimentar. Isso deve ser feito por meio de palestras - aplicadas especialmente por nutricionistas de uma forma lúdica e extrovertida- que expliquem os malefícios dos alimentos industrializados e como consumi-los de maneira saudável. Com essa medida, objetiva-se aumentar a qualidade da saúde dos cidadãos, por meio de uma influência positiva ( as palestras ), logo os direitos previstos pela Carta Magna seriam cumpridos.