O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.

Enviada em 17/11/2021

Conforme a primeira lei de Newton, um corpo tende a permanecer em seu movimento até que uma força atue sobre ele, mudando-o de percurso. Nessa perspectiva, em alusão ao corpo social brasileiro, por mais que a ingestão de alimentos saudáveis seja importante para a manutenção da vida, ainda assim existem obstáculos a serem superados, uma vez que os maus hábitos provocam descuido regular. Com isso, ao invés de funcionar como a força capaz de reverter essa situação, os desafios a respeito da falta de uma educação alimentar, bem como a má influência acaba por contribuir com a situação atual.

Em primeira análise, durante a Revolução Industrial, a partir de 1760, a sociedade passou a produzir em larga escala. Desse modo, os alimentos ultraprocessados passaram a fazer do cotidiano das pessoas, especialmente pela praticidade e baixo custo. Nesse sentido, percebe-se como desde do início a educação alimentar não foi bem administrada, por meio de boas ações, possibilitando a comodidade e o aumento das doenças, como obesidade e diabetes. Tanto que, segundo o Ministério da Saúde, cerca de 55% dos jovens tem hábitos alimentares irregulares. Por isso, é preciso que medidas sejam tomadas, para que seja preservado a conscientização, em virtude dos alimentos tradicionais e saudáveis.

Sob um segundo enfoque, de acordo com o filósofo Theodor Adorno, a população é baseada nas relações de consumo. Diante disso, é notório como a má influência provoca prejuízos, seja pela família ou pela rede social, tendo como consequência o desejo pelos fast-food e industrializados. Porém, cabe ao indivíduo reconhecer que esse tipo de comportamento pode comprometer a saúde. Logo, cabe ao Estado garantir a boa educação alimentar, para que haja um equilíbrio e torne as pessoas mais sensatas.

Portanto, fica evidente a necessidade de medidas que realizem a mudança do percurso. Para isso, urge que o Ministério da Educação crie, por meio de verbas governamentais, projetos no Comitê de Segurança, sendo administrados por profissionais nutricionistas, para que seja tratado nas escolas, com a participação de pais e alunos, acerca dos fatores que colabora para ter uma vida mais equilibrada e melhor, como forma de incentivar todos a terem hábitos saudáveis. Além disso, ainda no projeto, cabe ao Governo produzir cestas básicas com alimentos de melhor qualidade, a fim de doar para aqueles que se submetem a comidas pesadas e de baixo poder nutritivo. Somente assim, será possível a mudança do percurso, de modo que garanta a perspectiva de um mundo melhor.