O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.

Enviada em 26/02/2022

É fato que a ingestão excessiva de alimentos ultraprocessados prejudica demasiadamente a saúde e qualidade de vida da população. Entretanto, ao decorrer dos anos, percebe-se um aumento exponencial da quantidade de consumo de tais alimentos, ficando o questinamento: Qual o sentido de mesmo a população estar consciente dos malefícios desse tipo de alimentação, não deixam de consumi-lo?

A globalização é capaz de diminuir a distância das fronteiras entre as nações através da coesão e compartilhamento cultural simultâneo entre elas. Dessa forma, a partir, principalmente, depois da Guerra Fria, o “American way of life” foi disseminado para todo o globo, como o estilo de vida ideal, marcado pelo consumo de “fast-foods” e ingestão de alimentos ultraprocessados em detrimento de uma vida equilibrada, saudável e sustentável. Graças ao estilo de vida supracitado, a sociedade mundial começou a sentir os malefícios causados por ele: doenças cardíacas precoces, problemas hormonais e, sobretudo, doenças crônicas como câncer e alzheimer.

Ademais, percebe-se uma forte influência da questão econômica em relação ao consumo de alimentos ultraprocessados, além de serem relativamente mais baratos que produtos naturais, veganos e orgâncios, eles são de rápido preparo, geralmente, ficam prontos com um simples descongelamento ou rápido cozimento. Inegavelmente, o estilo “fast-food” ganhou o coração do mundo, ao passo em que, ele se mostrou uma ótima opção para países em desenvolvimento com o Brasil para superar a barreira da fome. Entretanto, só após todos esses anos de consumo desses tipos de alimentos, a sociedade está sentindo na pele as consequências da ingestão exagerada deles.

Portanto, é evidente que os alimentos ultraprocessados são super prejudiciais para a saúde humana, porém, são popularmente consumidos devido à influência da globalização e preço acessível. Cabe ao Governo Federal, por meio do Poder Legislativo, em parceria ao Ministério da Economia, criar leis que tabelem e elevem os preços dos alimentos ultraprocessados, com o fito de restringir seu acesso pelas famílias brasileiras e, sobretudo, diminua a taxa de impostos de produtos naturais.