O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.
Enviada em 07/06/2022
Em meados do século XX, a 3° revolução industrial, conhecida como técnico- científica, fomentou o desenvolvimento de áreas como a informática, a biologia e a química. Contemporaneamente, o avanço tecnológico nestes setores culminou no aparecimento de alimentos ultraprocessados no âmbito industrial cujo consumo é amplamente presente entre a população. Diante disso, alimentos produzidos com uma grande quantidade de óleos, sais e produtos sintéticos impactam o padrão alimentar brasileiro ao substituirem alimentos culturalmente tradicionais e proporcionarem dietas com um valor nutricional baixo.
Primeiramente, a Escola de Frankfurt discorre sobre o papel da indústria cultural na propagação social do consumismo. Nesse sentido, os filósofos Adorno e Horkheimer relatam que o aparato midiático presente na televisão, no cinema e no rádio é responsável por difundir, socialmente, o consumo massificado de algum produto. Dessa forma, alimentos como biscoitos recheados, salgadinhos de pacote e macarrão instantâneo tem seu uso difundido de maneira ilimitada pelos meios de comunicação para um público crescente. Assim, tais alimentos substituem o consumo de produtos com uma forte tradição cultural na mesa dos brasileiros como o feijão e a farinha de mandioca, além de lhes proporcionar uma dieta desbalanceada e pouco saudável.
Nesse contexto, o Guia Alimentar para a População Brasileira alerta que a ingestão de alimentos ultraprocessados deve ser evitada. No entanto, a ausência de ações do poder público para conscientizar a população acerca dos prejuízos alimentares do consumo desregrado dos ultraprocessados perpetua um padrão alimentar pouco saudável no país.
Por fim, visando à mitigação do impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro, o Ministério da Educação poderia combater o consumo ilimitado de alimentos ultraprocessados propagado pela indústria cultural por meio da realização de palestras e de projetos nas escolas e nas universidades as quais conscientizem os estudantes acerca do baixo valor nutricional presente nestes alimentos, além de promover a conservação do consumo de alimentos tradicionais no Brasil como o arroz e a farinha de milho por meio destes projetos.