O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.
Enviada em 15/08/2022
Entre os “17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável” (ODS), criados pela ONU, está a erradicação da fome e a melhoria da nutrição da população. O Brasil, entretanto, embora signatário desse documento, possui crescente consumo de ali-mentos ultraprocessados, especialmente em tempos de pandemia, o que acarreta danos individuais e coletivos à saúde. É cabível, desse modo, analisar tais aspectos e elaborar uma medida que solucione a mazela no país.
Em primeira análise, a pandemia do novo coronavírus modificou os hábitos alimentares do brasileiros. De fato, um levantamento feito pelo Datafolha, em 2020, mostrou que o consumo de comida ultraprocessada foi de 9% para 16% durante a crise de Covid-19, devido ao forte apelo publicitário das empresas no período de distanciamento social e da alta dos preços dos produtos “in natura”. Dessa forma, grande parte da população dá preferência a alimentos prejudiciais ao organismo, estimulados pela publicidade e pela baixa acessibilidade de opções mais saudáveis, o que impacta negativamente sua saúde.
Por conseguinte, os consumidores se tornam mais vulneráveis a doenças pela ingestão desses alimentos, o que acarreta danos ao indivíduo e à coletividade. Para reforçar a ideia, o médico Dráuzio Varella diz que “o sistema de saúde brasileiro é focado no tratamento de doenças, quando deveria ser focado em sua prevenção”. Assim, é evidente que medidas devem ser tomadas para atenuar o efeitos dessa mazela, sob a ótica de que, quando uma alimentação inadequada se torna hábito entre os cidadãos, há sobrecarga do sistema de saúde com o tratamento de doen-ças, o que ameaça o bem-estar do paciente e da população como um todo.
Urge, portanto, que o governo federal tome iniciativas para solucionar o panorama atual. Para tal, ele pode agir por meio do Ministério da Saúde e veicular propagandas publicitárias que abordem os perigos da comida ultraprocessada, além de reduzir os preços de alimentos mais saudáveis, a fim de elucidar o tema à população e oferecer meios para que essa adquira melhores hábitos. Por fim, será possível atenuar os impactos desses alimentos no padrão alimentar brasileiro.