O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.

Enviada em 04/09/2022

O ultraprocessamento dos alimentos permitiu a extensão da vida útil dos produtos e prazer ao cliente, ao custo da sua própria saúde. Proibir a circulação de uma mercadoria incentiva a circulação clandestina, que não é regulamentada e pode causar ainda mais prejuízos à população, assim como foi o regime de Lei Seca nos Estados Unidos em 1920. Sendo assim, a fiscalização e implementação de normas rígidas para produção dos produtos e embalagens e o aumento de impostos, com incentivo para indústrias alimentícias de produção orgânica, se tornam alternativas viáveis para a redução dos impactos negativos dos ultraprocessados na sociedade.

Segundo o Ministério da Saúde, esses alimentos são ricos em açucares e gorduras, com uso de derivados de carvão e petróleo, além de sua produção causar impactos ambientais, sociais e culturais.

Portanto, para a redução desses impactos, considerando também que a proibição teria o efeito oposto ao pretendido, são necessárias medidas similares as que foram aplicadas a produção de cigarros no Brasil, com adaptações. A proibição de substâncias e procedimentos considerados puramente nocivos, aumento significativo de impostos em produtos processados, mudanças nos rótulos que destaquem os nutrientes de cada produto e incentivos fiscais para produção de produtos orgânicos.

Dessa forma, cabe ao Governo Federal e Legislativo, visando a redução dos impactos negativos dos alimentos ultraprocessados, a implementação das medidas regulatórias propostas, regulando a produção, taxação e incentivos ao produtor orgânico, para beneficiamento da população, além de utilizar votações online e plebiscitos para incluir o público geral na discussão.