O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.

Enviada em 09/11/2022

MC Donald´s. Burguer King. Coca-Cola. Essa enumeração apresenta grandes empresas que mediante uma grande estratégia de “marketing” multimilionário popularizaram seus produtos ultraprocessados pelo Brasil. Diante da expansão dessas multinacionais os hábitos alimentares sofreram grandes impactos, tornando-se natural pratos ricos em açúcares e gorduras. Sendo assim, cabe as escolas promover um sistema que incentive o consumo de comidas balanceadas.

Sob esse viés, o capital internacional, juntamente com a mídia, foi responsável pela popularização dos ‘‘fast foods”. Nesse sentido, para Theodor Adorno e Max Horkheimer a sociedade vivencia um período caracterizado pela ‘’Indústria cultural”, no qual ocorre a massificação de hábitos e produtos pela mídia com intuito de controlar os desejos dos consumidores. A partir disso, a materialização dessa teoria é percebida no antigo comercial do chocolate “Baton”, uma vez que a frase “Compre Baton” era repetida diversas vezes simulando um processo de hipnose do telespectador. Portanto, nota-se a influência dos meios de comunicação sobre os indivíduos, que são instigados a ter uma alimentação cada vez pior.

Por conseguinte, o padrão alimentar tem sofrido severas alterações com o aumento de sódio, de carboidratos e de gorduras trans. Isso porque, o consumo de frutas e vegetais têm decrescido, assim, desencadeando consequências à saúde humana. Tal cenário é demonstrado no filme “O Invasor Americano” ao retratar uma alimentação totalmente desbalanceada e repleta de frituras nos colégios, que carecem de nutricionista para elaborar uma dieta saudável aos discentes. Em virtude disso, a população brasileira tem sofrido com problemas, como obesidade, hipertensão e diabetes, causados por esses produtos.

Destarte, é mister que a escola – instituição responsável pela transformação social – promova uma merenda saudável, por meio da contratação de profissionais que elaborem um plano alimentar voltado para o bem-estar dos discentes. Além disso, fomente o uso público da razão, por intermédio de aulas que alertem sobre as estratégias da indústria. Tudo isso, a fim de promover maior qualidade de vida aos cidadãos.