O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.
Enviada em 11/10/2023
A Constituição Federal Brasileira de 1988 delibera a garantia da cidadania e da integridade humana como fundamento para a Instituição do Estado Democrático de Direito, no qual deve-se assegurar o bem-estar coletivo. Entretanto, talprincipalmente, pela desiguladade de renda e ausência de conscientização, vai de encontro a ideia de bem-estar social. Logo, analisar essa conjuntura é crucial p
Em primeiro lugar, é válido mencionar como a discrepência monetária impulsiona o consumo de comida industrializada no território nacional. De acordo com o filósofo Thomas Hobbes, é dever do Estado garantir o máximo bem comum a todos que, nesse caso, é o acesso a alimentos saudáveis como frutas e verduras orgânicas. Todavia, a inflação comercial gera um aumento intensivo desses produtos alimentares. Dessa forma, a população de baixa renda, por exemplo, fica à mercê , artefatos em conserva e subprodutos de carne. Sendo assim, o Estado não cumpre seu papel, já que uma parte da população não usufrui de uma boa alimentação.
Em segundo lugar, a falta de racionalidade diante aos estímulos consumistas corrobora para a perpetuação dessa problemática alimentícia no Brasil. Segundo o matemático René Descartes, a conscientização através de um pensamento só ocorre quando a mesma está pautada na razão. Nesse contexto, a ausência de uma lógica racional na sociedade no que tange aos ultraprocessados somado ao estímulo consumista gerado pela mídia, tendo como exemplo as propagandas de fast-food, constitui um grande impasse para a superação desse quadro.
Diante do exposto, denota-se a urgência de propostas governamentais que mudem esse panorama no país. Portanto, cabe ao Estado a tarefa de viabilizar o acesso aos alimentos orgânicos para aos cidadãos de baixa renda, por meio de verbas destinadas à alimentação através de programas já existentes como o Bolsa Família, com o objetivo de minimizar a desigualdade alimentar saudável no Brasil. Ademais, o Ministério da Saúde deve, por meio de campanhas conscientizadoras, evidenciar como a falta de racionalidade e consumo excessivo de produtos industrializados configura-se como um fator de atraso não só para a saúde de todos, mas também para a mudança desse panorama socioalimentar. Somente assim a Magna Carta Brasileira estará sendo efetivamente cumprida pelo bem-estar coletivo.