O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.
Enviada em 22/03/2024
O romance filosófico “Utopia” - criado pelo escritor Thomas More - retrata uma civilização idealizada, na qual a engrenagem social é desprovida de conflitos. No entanto, tal obra fictícia se mostra distante da realidade contemporânea no tocante ao excessivo consumo de ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro, que coloca em questão o bem-estar social. Nesse sentido, há de se desconstruir não só a vulnerabilidade socioeconômica, bem como o estilo de vida contemporâneo.
Em primeiro plano, convém ressaltar que a carência de recursos financeiros das famílias carentes contribui para o problema. Nessa perspectiva, a formação do Brasil foi marcada por uma colônia de exploração que se deu a partir da escravização de negros e nativos. Desse modo, desde o século XVI, tal panorama promove desigualdade de renda e miséria no país. Assim, grupos familiares não possuem poder aquisitivo para promoverem um quadro alimentar saudável, uma vez que consomem mais ultraprocessados - salcicha, macarrão instantâneo, entre outros - por serem mais baratos.
Outrossim, o estilo de vida contemporâneo é outro complexo dificultador. Nesse contexto, segundo o filósofo prussiano Karl Marx, o capitalismo prioriza lucros em detrimento de valores. Sob essa lógica, o sistema atual, tendo a economia como base, procura maximizar lucros, mesmo que de forma inconsequente, o que recai sobre outros segmentos, como a vida cotidiana. Dessa forma, os indivíduos, em busca da alta produtividade para atender as demandas, apresentam uma rotina acelerada e buscam soluções rápidas, como os alimentos conservados, em substituição aos alimentos orgânicos, que são mais saudáveis.
Urge, portanto, que medidas sejam tomadas, a fim de minimizar o imbróglio. Para tanto, é papel do Governo Federal aumentar o poder de compra das famílias carentes e consicentizar a sociedade. Isso deve ser feito mediante redirecionamento de verbas da União para o aumento do valor de programas assistenciais, bem como veiculação de informativos nas mídias sociais. Espera-se com isso que a população tenha a possibilidade de ter um cardápio alimentar mais saudável e que se atente à necessidade de consumir alimentos orgânicos.