O indígena brasileiro em foco na atualidade

Enviada em 19/04/2018

22 de abril de 1500, dia comumente conhecido como a descoberta do Brasil é o marco inicial do maior massacre de nossa história. Devido ao sentimento de superioridade português os nativos acabaram sendo escravizados, catequizados e quase exterminados, eram todos tratados como um único povo embora a gritante diferença cultural. Mais de cinco séculos passaram, entretanto, hodiernamente, ainda é possível observar que a xenofobia e a demarcação de terras tem sido uma grande ameaça para manutenção dos verdadeiros donos dessa terra.

Nesse sentido, a desvalorização somada ao grande preconceito enraizado na sociedade geraram uma visão das práticas indígenas como inferiores. O maior erro é a falta de conhecimento, onde as pessoas classificam 305 etnias, com diferentes crenças, idiomas e costumes em um único grupo. Outro problema é a visão eurocêntrica plantada no mundo ocidental que tende a encaixar qualquer manifestação diferente dos padrões europeus como ultrapassada e vergonhosa.

Além do mais, outro obstáculo é a polêmica questão da demarcação de terras, que devido a interesses das grandes corporações, não tem sido respeitada. A grande riqueza da área habitada pelos índios atrai as empresa as quais utilizam até mesmo da violência para obtê-las. Segundo a CIMI (conselho indigenista missionário), totalizam 891 mortes de índios nos últimos 13 anos, mostrando a urgência do assunto.

Infere-se que existem diversos problemas para o índio na atualidade, portanto ações são necessárias para o impasse. É de responsabilidade da Funai (Fundação nacional do índio), a busca pela legitimação dos direitos aborígenes, assegurados pela constituição, fazendo frente aos ruralistas e empresas interessadas na área. É importante também o MEC a promover a cultura autóctone, muitas vezes ignorada, promovendo a comemoração do dia do índio (19 de abril) e incluindo na base curricular de sociologia ou história a valorização dos mesmo. Para que dessa forma um mal antigo seja tratado e uma grande riqueza cultural preservada.