O indígena brasileiro em foco na atualidade
Enviada em 28/04/2018
Durante a primeira fase do Romantismo, o índio era valorizado e visto como herói nacional. Entretanto, com o tempo, esse reconhecimento ficou presente somente nos livros, visto que, hoje, o aborígene é marginalizado e visto com um ser primitivo. Nessa perspectiva, seja pelo preconceito, seja pela passividade governamental, essa desvalorização precisa ser analisada.
Cabe ressalta, a princípio, que tal problemática deve-se por uma visão equivocada sobre os indígenas. Sob essa ótica, a teoria do evolucionismo cultural assume um posicionamento etnocêntrico, na qual, uma cultura se torna superior à outra. Tal afirmativa, reflete, porém, no desenvolvimento do esteriótipo do índio como um ser não escolarizado e místico. Dessa forma, devido ao sentimento de superioridade dos não-índios, tal grupo sofre com o preconceito.
Outro ponto relevante, nessa temática, é o descaso governamental no cumprimento dos direitos indígenas. Tal situação pode ser explicada pela ‘‘Modernidade líquida’’ proposta por Zygmunt Bauman, em que o individualismo supera as atitudes éticas. Com efeito, diante de um Estado que não prioriza o coletivo, os índios precisam lutar pela demarcação de e proteção de suas terras, evidenciando, assim, a não aplicação da Constituição Federal. Porém, embora crítica, tal situação é mutável.
Torna-se claro, portanto, a desvalorização social e política dos povos indígenas brasileiros. Logo, cabe ao Ministério da Educação em ação conjunta com a mídia, mitigar essa visão estereotipada sobre os índios, por meio da veiculação de entrevistas com representantes de diversas tribos, em televisões, escolas e redes sociais, afim de que seja explicada a cultura indígena atual. Ademais, o Governo deve buscar ser mais ativo no cumprimento dos direitos, por meio da fiscalização de áreas demarcadas e garantir a sua proteção.