O indígena brasileiro em foco na atualidade

Enviada em 01/05/2018

Um futuro mais digno

“O conhecimento muda a percepção”, essa frase do romancista americano Nicholas Sparks, ilustra a teoria de que a informação sobre determinada situação muda o seu olhar para com ela. Nessa perspectiva, não somente é importante informar, através da educação, o respeito aos índios, mas também demarcar as terras  para a plena expressão da cultura indígena. Logo, coletividade e poder público devem juntos conhecer para enfrentar esse problema que afronta a dignidade brasileira.

O índio brasileiro na atualidade é visto como primitivo, sem instrução e por consequência discriminado. Prova disso é o susto do “homem branco” quando se depara com indígenas utilizando as tecnologias modernas ou estudando em universidades como é o caso da índia Adana Kambeba, estudante da UFMG. Assim, é evidente que ainda persiste a ideia de que todo índio vive na mata e anda nu, contudo é perceptível que essa visão não se encaixa mais nos dias atuais.

Em segundo plano, os índios que vivem na mata, mais precisamente na região norte, ainda precisam lutar por terras para viver. Direito garantido pela Constituição de 1988, que é ameaçado todo tempo pela atividade extrativista e pelo agronegócio e que precisa ser assegurado. Deste modo, medidas precisam ser tomadas para alterar esse triste cenário.

Urge, portanto, que mudanças sejam feitas com vistas a respeitar a comunidade indígena no país. Para tanto, as escolas responsáveis pela formação moral das crianças devem ofertar a comunidade escolar palestras, ministradas por índios que estejam inseridos no meio urbano, a fim de promover o respeito e a quebra de preconceitos. Ademais, cabe aos órgãos competentes, com o aporte financeiro da União, demarcar o território pertencente aos índios, protegendo-os, assim, de qualquer ameaça externa. Dessa forma, observada uma ação conjunta entre instituições públicas e sociedade civil, será possível perceber um futuro mais digno para os índios no Brasil.