O indígena brasileiro em foco na atualidade

Enviada em 02/08/2018

A Constituição Cidadã de 1988, assegura a demarcação de terras indígenas e o prática de sua cultura. Entretanto, o precário serviço de fiscalização estatal e a exclusão social dessa parcela da população, impede que seus direitos sejam exercidos. Consoante a isso, evidencia-se a necessidade de promover melhorias nas condições de vida dos nativos e na aplicação constitucional.

A priori, convém ressaltar o conflito existente na Bancada Ruralista no legislativo : Muitos empresários e grandes latifundiários alegam que a demarcação de terras representa um obstáculo para o agronegócio. Quanto a essa questão, é notório que o sistema capitalista tem mais voz no país, uma vez que os governantes não respondem aos anseios dos indígenas, visando obter lucros com a exploração industrial de suas terras, mas como já foi proferido pelo sociólogo Karl Marx, a economia que toma as rédeas da sociedade.

A posteriori, deve-se pontuar também que a exclusão vivenciada pelos nativos tem raízes históricas. A respeito disso, sabe-se que desde 1500 com o ‘‘descobrimento’’ do Brasil, os índios foram escravizados, perderam suas terras, cultura, religião e até mesmo seu povo. Através de muitas pesquisas, acredita-se que antes da colonização havia mais de 5 milhões de nativos no país e atualmente, esse número não passa dos 850 mil.

Portanto, é evidente que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem garantir a construção de um mundo melhor. Destarte, a Funai deve fiscalizar a demarcação das terras indígenas, de modo que os direitos desses cidadãos estejam em prática. Como já proferido pelo pedagogo Paulo Freire, a educação transforma as pessoas e essas mudam o mundo. Logo, o Ministério da educação deve instituir nas escolas, palestras ministradas pelos professores de história, que discutam o quão os nativos são importantes para a solidificação e cultura da sociedade atual, a fim de que o tecido social se desprenda de certos tabus e que no futuro o Brasil possa ter governantes mais conscientes que hajam em prol do bem comum e não do dinheiro.