O indígena brasileiro em foco na atualidade
Enviada em 15/05/2018
. Historicamente, os europeus ao chegarem ao Brasil, encontraram os primeiros ocupantes, os índios e, daí, iniciou-se um processo de invasão territorial e de doutrinação pelos jesuítas. Dessa forma, na contemporaneidade, a questão dos direitos constitucionais indígenas brasileiros continua em foco. Nessa perspectiva, os intensos conflitos relacionados às terras e à aculturação constituem uma forte ameaça à existência desses povos.
Convém destacar, a princípio, que embora a população indígena tenha seus direitos assegurados pela constituição de 1988, a disputa por seus territórios ainda é um fato recorrente. Nesse ínterim, são contantes os atritos envolvendo grandes latifundiários e empresários do agronegócio, na maior parte das áreas ocupadas pelos índios. Em vista disso, o agravamento dos ataques aos acampamentos indígenas, a violência e os assassinatos são frequentes, somando-se 70 homicídios em 2014 e em 2015, foram 54 mortos, segundo o Conselho Indigenista Missionário.
Outrossim, é importante salientar que desde a colonização não há respeito pela cultura indígena como: suas crenças, seus rituais, seus costumes e sua língua. Consoante ao pensamento do Pesquisador Orlando Vilas Boas, de que a sobrevivência do índio depende da sua cultura, a supremacia cultural portuguesa sobre a indígena, configurou-se, desde sempre, numa velada máscara caracterizada por perda de sua identidade.
Diante do que foi supracitado, é necessário que o Poder Público em consonância com a iniciativa privada invistam em mais fiscalizadores, aliadas ao uso de tecnologias(drones) e, que faça valer a reforma agrária nas áreas de maiores conflitos, a fim de cumprir o direito constitucional à terra dos povos indígenas. Concomitantemente, Estado e Município devem ampliar os investimentos por meio de subsídios para as escolas criarem projetos voltados ao estudo e à manutenção da cultura do índio, objetivando a preservação e inclusão dos grupos indígenas por toda sociedade e, consequentemente, ratificar a sobrevivência desses povos.