O indígena brasileiro em foco na atualidade
Enviada em 16/05/2018
Quado Pedro Alvares Cabral chegou em terras tupiniquins, um grande numero de epidemias e mazelas passaram a assombrar os povos indígenas. Atualmente, os reflexos disso podem ser presenciados na forma como a sociedade lida com os índios e os índios lidam com a sociedade.
Em primeiro lugar, vale pontuar que a cultura de grande parte dos povos indígenas, em relação a sociedade urbana, foi totalmente esquecida ou excluída. Tal fato pode ser visto nas escolas brasileiras em que o ponto de partida dos estudos históricos brasileiros se dá na chegada de Cabral, ignorando totalmente as diversas comunidades indígenas, os seus costumes e o seu modo de viver; criando o pensamento social coletivo de que o brasil ,antes de Cabral, era uma terra habitada por povos primitivos, sem nenhum tipo de organização ou estrutura.
Alem disso, é necessário entender a resistência de alguns povos indígenas frente a não indígenas. Tais povos, no passado, principalmente na época de pavimentação brasileira e no período ditatorial, foram obrigados a deixar suas residências; os que se negaram foram reprimidos duramente pelo estado. Atualmente, as consequências disso podem ser presenciadas em alguns povos indígenas fronteiriços do norte e do nordeste, que possuem uma inimizade com o estado brasileiro, negando-se a deixar desde carros até pessoas passarem por dentro do seu território, o que acaba por deixar, inclusive, as fronteiras desprotegidas.
Com o exposto acima, percebe-se que a percepção que a sociedade urbana tem atualmente do índio e o índio tem da sociedade urbana são moldadas por erros do passado. Para reverter isso na sociedade urbana, as escolas, alinhadas à comunidade acadêmica, devem implementar na sua base curricular matérias que envolvam os costumes, a historia e a cultura e tudo que possa envolver o brasil pré-Cabral, para quea sociedade passe a ver o índio como parte cultural do Brasil. Já a visão do índio com a sociedade deve ser mudada com a integração de grupos indígenas em órgãos públicos, tendo suas vontades respeitas e suas vozes ouvidas.