O indígena brasileiro em foco na atualidade

Enviada em 09/06/2018

Com a promulgação do Estatuto Indígena, em 1973, os nativos passaram a ser protegidos por leis específicas que enfatizam a garantia de seus direitos e, sobretudo, a inclusão social. No entanto, hoje, as diretrizes não são exercidas com regularidade, o que torna o índio vulnerável socialmente. Nesse contexto, deve -se analisar como o estereótipo do nativo e a omissão do poder público na demarcação de terras contribuem para tal questão.

Em primeiro lugar, deve-se observar o senso comum sobre os índios predominante na sociedade brasileira. Isso porque, desde a colonização do Brasil, as pessoas carregam a figura do nativo como um ser que vive seminu, no mato e usando arcos e flechas. Tem – se, como exemplo, a comemoração do dia do Índio nas escolas, as quais transmitem aos alunos aborígenes congelados no tempo, sem influências com outros povos. Consequentemente, quando esses usam celulares, por exemplo, a população já os nomeia como não índios, o que, de certa forma, dificulta sua inserção social por causa do preconceito.

Atrelado à comunidade, nota- se, ainda, a negligência do governo com os nativos ao direito à terra. Essa omissão é praticada devido a forte bancada ruralista que dificulta a demarcação de terrenos em prol dos interesses socioeconômicos paralelo ao agronegócio. Não é à toa, portanto, que de acordo com o Conselho Indigenista Missionário, de 2003 a 2016, 894 índios foram assassinados no confronto por terras com latifundiários.

Fica claro, dessa forma, que tanto a população quanto o poder público desmerecem o povo nativo. Logo, o MEC deve incluir o ensino obrigatório sobre a história e cultura indígena, focando na realidade do índio no século XXI, na grade curricular escolar, a fim de haver respeito e evitar o senso comum. Ademais, o Ministério da Justiça deve punir os imprudentes que desprezam o direito dos nativos sobre a terra. Assim, o Estatuto Indígena terá suas leis cumpridas.