O indígena brasileiro em foco na atualidade
Enviada em 29/05/2018
De acordo com o filósofo chinês Mozi, o qual pregava o amor universal “É necessário se preocupar com todas as pessoas da mesma maneira”. Todavia, a população indígena ainda é marginalizada e esquecida no Brasil. Nesse contexto, são necessárias medidas interventivas para resolução dessa problemática.
É relevante abordar, primeiramente, que embora existam orgaõs que garantem os interesses dos índios, esse são negligenciados em detrimento dos interesses econômicos. Tal fato pode ser exemplificado com a usina hidrelétrica de Tucuruí, no Pará, que foi construída para a conveniência do Estado e a demanda da sociedade, ignorando, dessa forma, os direitos e o espaço da tribo indígena dos Assiriní, que foram duramente prejudicados. Desse modo, devido às exigências capitalistas, os nativos permanecem desamparados no Brasil.
Em segunda análise, a desvalorização do índio prevalece no cenário hodierno devido às fortes raízes históricas. Segundo a Teoria do Habitus de Pierre Bordieu, a sociedade incorpora, naturaliza, e por fim reproduz, ao longo do tempo, uma ação já enraizada pelas estruturas sociais. Seguindo essa linha de raciocínio, a visão eurocêntrica do mundo subestimava a importância dos nativos, entretanto, esse fato não se restringiu à idade moderna e se repete dia após dia. Consequentemente, cria-se uma sociedade retrógada fixada no contexto histórico.
Entende-se, portanto, que há uma forte segregação indígena no Brasil. A fim de mitigar o problema, as Escolas, em parceria com o MEC, devem incluir na grade curricular uma matéria de caráter cultural, a fim de lecionar a importância do respeito ao índio por meio de rodas de conversas -visto que ações educacionais têm imenso poder transformador- com o próposito de que a sociedade mude seus comportamentos e hábitos. Sob esse viés, praticar-se-a o amor universal, que segundo Mozi, “Alimenta e ampara toda a vida”.