O indígena brasileiro em foco na atualidade
Enviada em 02/10/2018
O livro ‘‘Utopia’’, escrito por Thomas More, é uma famosa obra na qual o filósofo retrata uma ilha onde tudo é perfeito, não há violência, preconceito nem desigualdade. Trata-se de uma ilha governada pela razão. Conquanto, fora do universo literário a utopia é algo ainda não alcançado pelos seres humanos, visto que, atualmente, no Brasil, nem todos os indígenas são respeitados por suas crenças e tratados igualmente perante a lei. Nesse sentido, é necessário que subterfúgios sejam encontrados.
Ressalta-se, de início, a falta de consideração no que tange à luta dos povos indígenas. Hoje, esses são negligenciados, mesmo sendo o símbolo da nossa nação. Segunda pesquisa feita revista ‘‘Público’’, 25% das terras aborígenes possuem interesses para a mineração e mais de 4 mil processos de requerimento minerário incidiram em terras dos nativos. Várias terras pertencentes à esses povos estão sendo tomadas visando lucro sem a menor preocupação com o próximo. Como disse Hobbes em Leviatã: ‘‘O homem é o lobo do homem’’.
Além disso, convém salientar como a falta de conhecimento da população em geral no que tange à cultura indígena impulsiona o problema. Como dizia o filósofo Immanuel Kant: ‘‘O homem é aquilo que a educação faz dele’’. Sob tal contexto, destaca-se a falta de interesse por parte da maioria da população em explorar uma cultura e defender uma causa diferente da sua, simplesmente pelo prazer de fazer o bem.
Urge, portanto, que medidas devem ser tomadas para solucionar em empecilho. Inicialmente, caberá ao poder legislativo a criação de uma lei específica que assegure a proteção das terras indígenas, e aos poderes executivo e judiciário executá-la, juntamente com o apoio da população que poderá fazer denúncias anônimas. Para assim, garantir a igualdade e justiça que a muito tempo esse povo busca. Ademais, é dever do Ministério da Saúde adicionar à grade curricular dos ensino fundamental e médio aulas sobre o passado histórico, cultura e valorização indígena com intuito de construir uma sociedade culta, segura e igualitária, tal qual a de More.